Guilherme Zanluchi e Guilherme Bertola. Quando sobe a bola laranja, entram em quadra os altos sonhos dos dois. As histórias pouco divergem. Movidos pela paixão pelo basquete, vão dando passos importantes no esporte. Há dez dias, os dois jovens londrinenses deram talvez o mais importante deles. Em Santa Cruz do Sul (RS), a dupla foi titular da seleção paranaense, vice-campeã brasileira Sub-19.
Zanluchi, de 1,90 m, começou mais cedo. Há sete anos o jovem de 18 não sabe o que é ficar longe das quadras. Tanta paixão só poderia virar ''caso sério''. ''Meu sonho é ser jogador profissional, atuar por um grande clube e chegar à seleção brasileira'', disse, decidido, o ala-armador, principal destaque das categorias de base do projeto do Colégio Portinari.
Bertola, de 1,95 m, tem o mesmo sonho. O bom desempenho nas seleções paranaenses já o faz pensar alto. ''É o que todo jogador quer, estar na seleção, entre os melhores e representando seu país, seu Estado'', comentou.
No campeonato em solo gaúcho, Zanluchi e Bertola atuaram em todos os jogos da seleção paranaense. Foram cinco vitórias e apenas uma derrota, para o campeão São Paulo. Mais que as vitórias, o mais importante foi poder mostrar serviço aos técnicos da seleção brasileira sub-19, Walter Roese, e da adulta, o argentino Rubén Magnano, que estavam por lá observando os novos talentos.
Até porque o próximo objetivo dos lnodrinenses tem muito a ver com estes dois profissionais. Em 2011, tem Mundial Sub-19 na Letônia. ''Foi importante também por causa disso. Fomos bem individualmente e em equipe. Quem sabe sobra um espaço para a gente lá. Não custa sonhar'', brincou Bertola.
''São jogadores muito talentosos, que poderiam tranquilamente fazer parte da seleção sub-19 e já estão prontos também para atuar em centros maiores e disputar os melhores campeonatos do Brasil'', destacou Bruno Lopes, técnico que os acompanha desde o início da carreira.
O treinador também não esconde que gostaria de vê-los por mais tempo ainda por aqui. ''A ideia é montar um time adulto aqui em 2011 e poder aproveitá-los'', revelou Lopes, lamentando apenas a diminuição de recursos do Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos (Feipe) para a modalidade - de R$ 210 mil em 2010 para R$ 70 mil no próximo ano.

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