O Projeto Futuro, da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), celebra o fim da temporada 2014 com um festival no Moringão. São várias modalidades em disputa ou mesmo exibição, com premiação em medalha e a participação de 1,7 mil das 3.339 crianças e adolescentes de 6 a 17 anos, que são atendidas no projeto.
Muitos estavam pela primeira vez nesta terça-feira no ginásio Moringão, palco de grandes jogos das mais variadas equipes de destaque nacional que a cidade já teve. Era o caso do garoto Gabriel Victor, de 11 anos. Morador do Jardim Ana Terra, na Zona Norte, ele pisava pela primeira vez na quadra de assoalho de madeira da praça esportiva. "Estou emocionado. Eu sonhava em jogar aqui. Passou meu sonho de ser jogador profissional na cabeça", afirmou.
Nas arquibancadas, algumas mães torciam pelos filhos. A dona de casa Ângela Maria Azevedo, de 35 anos, moradora do Jardim Planalto, também da Zona Norte, estava maravilhada com o Moringão. Desde que veio do Rio Grande do Norte, há dois anos, ela ainda não conhecia o local. "Estou emocionada em ver meu filho aqui. Gostei demais e estou mais ansiosa do que ele", revelou.

PROJETO

O Projeto Futuro funciona em escolas públicas da cidade, associações, paróquias, e em espaços públicos locais, como campos, quadras e praças. Todas as crianças podem participar. São 16 modalidades ao todo.
São sete supervisores e 35 estagiários de Educação Física que cuidam da garotada. A FEL está tentando junto ao Conselho Regional de Educação Física (Cref), aumentar esse número para 50 em 2015, sem que precise contratar mais professores formados.
Edgard Marandola é o coordenador do projeto. Ele aponta que o objetivo principal mesmo é iniciar as crianças em alguma modalidade. "O social quem vai fazer é a Assistência Social. Nós temos que tirar a criança da rua, do ócio, no contraturno da escola, e oferecer uma iniciação esportiva de qualidade", afirmou.
Ele contou que olheiros das equipes locais costumam observar treinamentos para garimpar novos talentos. Igor Rogério Santos de Carvalho, de 9 anos, é um deles. Baixinho e franzino, ele tem um grande talento com a bola nos pés, tanto que já atua em uma categoria acima da dele. "Eu gosto de jogar. É a segunda vez que joguei aqui e é diferente o piso", frisou o garotinho.
"É um projeto muito importante para darmos aos alunos a iniciação esportiva e também ver quem tem potencial. O Igor é um deles. É muito bom jogador", afirmou o professor do garoto, Carlos Roberto Casarin.

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