Jovens atletas recebem incentivo de campeã
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terça-feira, 31 de março de 2009
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
A jogadora de vôlei londrinense Vaneska Lopes, a Keka, 28 anos, está passando as férias na cidade e na semana passada visitou um dos pólos de treinamento de vôlei mantidos pelo Instituto Vagner Nunes, do ex-volante Vagner (ex-São Paulo), no Colégio Estadual Marcelino Champagnat. Como faz todos os anos, Keka veio matar a saudade da família e dos amigos, e disse palavras de incentivo às meninas de 13 e 14 anos que treinam nas quadras do colégio, preparando-se para os Jogos Colegiais e para a Liga de Voleibol do Paraná.
Após o término da participação do seu time - o Praia Clube/Uberlândia-MG - na Superliga Feminina 2008/09, Keka tirou um mês para descansar enquanto espera propostas de algum clube da Turquia, Portugal ou Espanha (países onde já jogou). Tem também a opção de renovar o contrato com o Praia Clube, com o qual terminou em 9º lugar (entre as 12 equipes) no segundo torneio da Superliga.
Keka disse à FOLHA que espera jogar profissionalmente até os 34 ou 35 anos e garante que ainda tem muita energia para buscar novos desafios. ''Cuidando da alimentação, do corpo e malhando direto, para não perder o pique e o ritmo de jogo, dá para jogar muitos anos, mesmo na minha posição (oposta) em que somos exigidas para o ataque'', afirmou.
A jogadora saiu ainda muito nova de Londrina, aos 15 anos, para ir jogar no BCN, de São Paulo. O clube a lapidou e aos 19 ela foi já como adulta para o Flamengo, onde foi campeã da Superliga de 2000 no time que contava com as atacantes Leila e Virna. Depois passou por São José dos Campos-SP, Ulbra-RS, Sesi/Uberlândia, Londrina (voltou em 2004 para disputar a Liga-B e foi campeã dos Jogos Abertos do Paraná) e em 2005 saiu para jogar na Europa. No Praia Clube, está desde o início de 2008.
Ela ressalta que o vôlei de Londrina já teve bons momentos e grandes valores. ''A cidade é um celeiro de atletas e teve no passado um trabalho muito bom. Mas paralisou nos últimos anos, porque não há mais equipe adulta e nem juvenil na cidade para as garotas se espelharem. Desde que a Prefeitura acabou com as equipes adultas que disputavam os Jogos Abertos (JAPs), as meninas estão sem modelo e as que se destacam acabam indo novas para outras cidades'', comentou.
''Uma prova de que Londrina forma boas jogadores é que nesta Superliga estavam 11 jogadoras que saíram daqui ou passaram pela cidade'', destacou o técnico do projeto do Marcelo Champagnat, Nei Inácio. Ele cita Keka e Luísa (levantadora), ambas do Praia Clube; Carol (levantadora), Adri (meio) e Taniele (ponta), todas do Pomerode-SC; Mari (ponta), do São Caetano; Aline (oposta) e Verê (líbero), do Minas; Elisângela (ponta), do Brusque-SC; Puly e Danúbia (pontas), do Araçatuba-SP.


