Rio - Depois dos depoimentos de ontem, a polícia carioca confirmou a versão de Adriano de que ele não foi o autor do disparo que atingiu a mão da estudante Adriene Cyrilo Pinto, 20. O atleta tinha declarado que a própria vítima manuseava a arma quando a pistola disparou.
  A versão do jogador ia de encontro a da estudante até ontem, pois ela acusava o corintiano de ter atirado acidentalmente em sua mão, na madrugada de sábado, quando estavam no carro dele. Ontem, segundo a polícia, Adriene confessou que mentiu.
  Adriene foi a primeira a chegar à delegacia. Internada desde domingo no hospital Barra D’Or, ela passou por uma cirurgia de quatro horas na última terça e recebeu alta no começo da tarde desta quarta. Menos de 30 minutos depois, a jovem chegou à delegacia e não quis conversar com a imprensa.
  Adriano chegou 45 minutos depois, às 15h30, e também não quis conceder entrevista. Duas das outras três ocupantes do carro no momento em que ocorreu o disparo - na madrugada do último sábado, após saírem da boate Barra Music - também foram até a delegacia para participar da acareação. Uma delas, Andreia Ximenes, disse na entrada: ‘‘Vim para provar a inocência de Adriano’’.
  Cada um foi mais uma vez ouvido separadamente. Em seguida começou o confronto de depoimentos. O delegado Fernando Reis, responsável pela investigação, também promoveu uma reconstituição do momento do disparo, no pátio da delegacia. A chuva adiou por pelo menos duas vezes o início da movimentação.
  O delegado criou duas situações. Uma com o atacante no banco da frente, como ele vem afirmando, e outra no banco traseiro. No banco de trás, com três mulheres - entre elas Adriene e uma policial que interpretou a garota que não compareceu - a porta do carro não fechou.
  Antes, três peritos do Instituto de Criminalística Carlos Eboli (ICCE) fizeram nova vistoria no carro do jogador e voltaram a afirmar que o tiro partiu do banco traseiro.

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