Duas promessas da academia do LEC são Leandro Siqueroli, 17 anos, e Felipe Durães Coelho, 16. O primeiro se sagrou campeão estadual em 2004 na categoria 69 quilos e vice em 2003, na 63 quilos. O segundo foi campeão estadual ano passado no peso galo 54 quilos.
E o que os levou a treinar boxe? Leandro diz que não conhecia o esporte e muito menos que havia uma academia na cidade. ''Antes disso só havia treinado futsal. Um dia saí com o meu pai e ele me levou para conhecer um árbitro de boxe que era amigo dele. Foi aí que tudo começou, há três anos'', lembra o garoto. No começo, Leandro enfrentou a resistência da mãe, que temia que o filho se machucasse, pois considerava o boxe um esporte ''bruto''.
Aos poucos foi passando o medo de dona Luiza Tereza, 56 anos, e ela concordou em deixar o filho escolher seu caminho. ''A primeira vez que assisti a uma luta dele fiquei suando frio. Depois fui me acostumando. Hoje se ele chega em casa de olho roxo ou com o nariz vermelho ainda fico preocupada, mas para ele é motivo de orgulho, é um troféu''.
A mãe de Leandro conta que depois que o pai do garoto faleceu (há dois anos) ele se apegou ao boxe ''de tal forma que só pensa nisso''. ''Ele se realiza com isso, parece que está no sangue'', conforma-se dona Luiza. E o adolescente promete não desistir: ''Muita gente me diz que o boxe não dá futuro, mas se tem alguém que precisa acreditar em mim sou eu mesmo'', dispara.
Já a história de Felipe foi mais tranquila. Ele não sofreu resistência dos familiares e ainda teve estímulo. Seu irmão, o professor de educação física Tiago Durães, começou a treinar boxe no LEC em 2002 e Felipe veio logo atrás. ''Antes eu já tinha treinado basquete e natação. Depois que conheci o boxe vi que é um esporte legal''. (J.K.)

mockup