O piloto de motocross Matheus Fávero não se cansa de esbanjar talento pelas pistas brasileiras. Com apenas 14 anos, o garoto já tem dois títulos nacionais, um na categoria 50cc em 2011, e outro na 65cc, conquistado em Santa Maria (RS), há nove dias. Ele também foi campeão paraguaio, em 2012 e, no ano passado, representou o país no Mundial da República Tcheca. Com uma trajetória desta, seria fácil imaginar que o menino só tem motivos a comemorar, certo?
Na verdade, não é bem assim. Apesar de ter muitos motivos para celebrar agora, o garoto ainda não sabe o que será do seu futuro. É que Matheus completa 15 anos no ano que vem e vai mudar para a categoria 85cc. E geralmente nesta idade os pilotos já iniciam a transição para a categoria profissional. É quando ele vai precisar de um maior investimento para ter condições de continuar evoluindo como piloto e lutar por mais títulos. O problema é que até hoje nada surgiu.
Em 2014, Matheus correu apenas com o apoio de uma marca de equipamentos, que lhe cedeu joelheiras, luvas, capacetes e o protetor de pescoço. O resto veio tudo do bolso do pai.
Porém, com mais um título, o garoto acredita muito que a situação pode ser diferente nos próximos anos. "A gente nunca quer pensar em parar, pois é um sonho, o motocross é tudo para mim. Mas vejo as dificuldades do meu pai agora, e daqui para frente tudo começa a ficar mais caro ainda, então é uma situação difícil. Mas quero acreditar que as coisas podem melhorar", falou Matheus.

É uma modalidade desportiva de motovelocidade praticada com vários modelos e tipos de motocicletas, que determinam as categorias disputadas

Por causa da natureza física do motocross, os pilotos se esforçam fisicamente para absorver choques com seus joelhos, braços, pescoço e tronco, o que exige alto padrão de força e resistência

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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