Joseph Blatter sabia que estava sendo investigado pelos Estados Unidos quando anunciou sua decisão de deixar a presidência da Fifa, na última terça-feira. O suíço decidiu convocar novas eleições apenas quatro dias depois de ter sido eleito para um quinto mandato. Sob forte pressão de cartolas, de políticos e patrocinadores, Blatter deixa o poder depois de 17 anos como presidente e 39 anos como funcionário da entidade máxima do futebol.
Mas foi, acima de tudo, o risco de uma prisão e um processo penal que mais pesaram na decisão. Se no fim de semana ele insistia que não renunciaria, tudo mudou quando ele foi informado de forma extraoficial que o Departamento de Justiça nos EUA estava tentando montar um caso contra ele, baseado nos depoimentos de dezenas de pessoas, incluindo os cartolas que foram presos.
A pressão aumentou quando foi revelado que a Justiça americana estava investigando Jérôme Valcke, seu braço direito. Documentos revelaram que Valcke sabia dos pagamentos de US$ 10 milhões para cartolas no Caribe e que estão sob investigação pelo FBI.
O Ministério Público da Suíça também indicou que havia aberto um novo processo penal por lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta contra um alto funcionário da Fifa. Mas garantiu que, por enquanto, não se trata de Blatter.
Mas, aconselhado por seus advogados e cobrado por patrocinadores, Blatter decidiu renunciar num escândalo de corrupção que fez sete presos em Zurique e se aproximou de seu gabinete.

-Uma nova eleição para eleger o presidente da Fifa será convocada entre dezembro deste ano e março de 2016

- O ex-presidente da CBF, José Maria Marin, é um dos sete dirigentes ligados ao futebol presos na Suíça


O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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