São Paulo - O presidente da Fifa, Joseph Blatter, negou ontem que a entidade responsável pelo futebol mundial esteja em crise. Ele afirmou que a organização vai resolver todas as dificuldades internamente.
''O futebol não está em crise'', disse Blatter em entrevista à imprensa. Ele vai continuar como presidente da entidade por um novo mandato, já que é candidato único da eleição que acontece na quarta-feira. ''O futebol está enfrentando algumas dificuldades e elas serão resolvidos dentro da nossa família'', acrescentou.
A Fifa está sendo afetada por alegações de corrupção desde a votação do ano passado para sediar as Copas do Mundo de 2018 e 2022. Blatter disse que não houve qualquer problema com os processos de escolha de Rússia e Qatar como sedes dos torneios.
Segundo o dirigente, não haverá investigação contra quatro membros do comitê executivo da Fifa acusados de corrupção neste mês. A Fifa recebeu um relatório da associação de futebol da Inglaterra sobre as acusações contra Ricardo Teixeira, Nicolás Leoz, Jack Warner e Worawi Makudi. ''Podemos confirmar que não existem elementos no relatório que relatariam qualquer processo'', disse Blatter.
Recurso
Enquanto isso, o qatariano Mohammed bin Hammam, presidente da Confederação Asiática de Futebol, recorrerá da decisão do Comitê de Ética da Fifa que o impede de participar de qualquer atividade relacionada com o futebol em âmbito mundial. Ele afirmou que sua punição foi premeditada.
''A forma como este procedimento está sendo conduzido não cumpre nenhum dos princípios de justiça. Fui punido antes de provarem se sou culpado. Tenho a impressão de que isso foi definido muito antes, como ficou evidente na entrevista coletiva de ontem, na qual o secretário-geral da Fifa, Jérome Valcke, demonstrou claramente suas preferências'', afirmou Bin Hammam.
Ele anunciou a decisão de recorrer de forma urgente para que a sanção seja revogada antes do início Congresso da Fifa em Zurique, hoje.
O Comitê de Ética proibiu de forma provisória, mas com efeito imediato, Bin Hammam e Jack Warner, vice-presidente da Fifa, de participarem de todo tipo de atividade relacionada ao futebol (seja administrativa ou esportiva) no âmbito mundial.
A resolução aconteceu após a abertura de um procedimento por supostas violações do Código de Ética cometidas por ambos durante o processo eleitoral.
Por outro lado, o Comitê desprezou as denúncias feitas por Bin Hammam contra o presidente Blatter no mesmo sentido, ao ''não constatar que tivesse sido cometida qualquer violação do Código de Ética''.
Pouco antes da divulgação das decisões da Fifa, Bin Hammam retirou sua candidatura ao comando da Fifa.

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