José Aldo, o rei dos penas
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segunda-feira, 27 de outubro de 2014
LUIS FERNANDO COUTINHO<br>[email protected] 
O mundo das lutas ensina que só mesmo um desafiante poderoso para tirar o melhor de um campeão. No combate principal do UFC 179, que aconteceu na madrugada de ontem, no Maracanãzinho, José Aldo venceu Chad Mendes na decis ão unânime dos juízes e manteve o cinturão dos penas em luta emocionante. Empurrado pela torcida, o campeão enfrentou talvez a luta mais difícil de sua carreira, venceu de forma épica e provou o por quê de ser um dos melhores do mundo.
Parte de ser dono do cinturão é saber ler o jogo do rival em um curto espaço de tempo. E é preciso fazer isso dentro do octógono, em segundos, ao mesmo tempo em que luta. Aldo faz isso muito bem. Ele superou a pressão inicial, aceitou a trocação frenética no jogo em pé e percebeu como se livrar dos golpes poderosos do americano, encaixando seu boxe aliado ao muay thai. Ele se superou e mostrou força contra um rival resistente e perigoso tecnicamente.
A vitória contra Chad Mendes após cinco rounds foi indiscutível, mas o americano merece reconhecimento. Ninguém pôs o reinado do brasileiro tão perto do fim.
Se diz o protocolo que um rei deve se impor diante de seu povo, José Aldo fez isso com maestria. Craque do octógono, ele sabe jogar com o público a favor. É aquela história. A torcida pode não entrar em campo (ou no octógono), mas ajuda (e muito) o brasileiro a vencer.
Podemos até falar de Anderson Silva, Jon Jones... Mas é um erro ignorar que José Aldo é um dos maiores lutadores da história do MMA. E o melhor: essa luta o levou a um novo patamar. A partir de agora, começa uma nova fase na carreira do campeão do povo.




