Jornalista Flávio Campos morre aos 84 anos
Natural de Pelotas, o "Gaúcho" participou de coberturas de Copa do Mundo e de vários jogos do Londrina Esporte Clube
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segunda-feira, 18 de maio de 2026
Natural de Pelotas, o "Gaúcho" participou de coberturas de Copa do Mundo e de vários jogos do Londrina Esporte Clube

O jornalismo esportivo paranaense perdeu um de seus nomes mais tradicionais. Morreu na noite de domingo (17), aos 84 anos, o jornalista e radialista Flávio Campos, figura histórica da comunicação em Londrina. Ele estava internado na UTI de um hospital da cidade desde o início de maio.
Natural de Pelotas, Campos chegou a Londrina em 1964, primeiro como representante comercial, antes de ingressar no jornalismo. Construiu uma carreira de mais de quatro décadas e trabalhou por 30 anos na Folha de Londrina.
Ao longo da trajetória, atuou em diversas emissoras de rádio da cidade, como Rádio Londrina, Rádio Clube, Rádio Cruzeiro, Rádio Difusora, Rádio Tabajara, Rádio Brasil Sul, e especialmente na Rádio Paiquerê, onde fez parte da Equipe Total, participando de coberturas internacionais, incluindo Copas do Mundo. Também trabalhou na televisão, com passagens pela TV Tropical e TV Coroados.
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Flavio Campos cobriu a Copa do Mundo dos Estados Unidos, em 1994, e a Copa do Mundo da França, em 1998, além de nove edições da Copa América e os Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996. Foi também idealizador dos Jogos de Inverno Intersociedades de Londrina.
No programa esportivo Bate-Bola, que contou com a participação de Flavio Campos por décadas na programação da Paiquerê, o narrador e apresentador Jota Mateus prestou homenagem ao amigo e ex-colega. “O rádio e o esporte, a crônica esportiva, estão de luto em razão do falecimento do Flavio Campos. Lamentamos e preferimos recordar: fica a lembrança do grande profissional, do grande amigo, dedicado radialista e jornalista e, acima de tudo, de um exemplar pai de família”, afirmou. A homenagem foi acompanhada pelo apresentador Fiori Luiz, também amigo e ex-colega de Flávio na Paiquerê e na rádio Brasil Sul.
Fiori destacou o caráter e o compromisso do comunicador: “Falamos de ética, de caráter, de um profissional de primeira linha. Gostava de música, de cultura, de teatro. Quando havia jogo em São Paulo que transmitíamos, íamos no sábado de manhã porque, à noite, ele queria ir ao teatro. Ele tinha o Cantinho, onde hoje funciona a UPA do Mater Dei. E, com seu violão, cantava todas as noites. O Cantinho vivia lotado, um espaço pequeno e aconchegante. Íamos lá para ouvir o Flávio”, lembrou.


Matheus Camargo
Repórter de Esportes, com foco no Londrina Esporte Clube.




