São Paulo, 13 (AE) - O jornalismo esportivo perdeu mais um dos profissionais que ajudaram a construir a sua história: vítima de ataque cardíaco, Sérgio Baklanos morreu hoje, aos 64 anos. Ex-repórter do Jornal da Tarde, onde trabalhou por 20 anos (de 20 de dezembro de 1973 a 21 de dezembro de 93), Baklanos deixa a mulher Bella, e os filhos Kátia, Karen e Yuri.
Ex-repórter também da TV Tupi, de A Gazeta Esportiva e do Programa Raul Gil, na rádio Capital, Baklanos tinha como principal característica a persistência e a paixão inesgotável pela profissão, que lhe valeram vários prêmios. Além de dois Prêmio Esso de Informação Esportiva por equipe pelo JT, na cobertura das Copas de 78 (Argentina) e 86 (México), ganhou também por três vezes consecutivas o troféu Ford-Aceesp, como o melhor repórter do Estado, e tem no seu currículo o troféu Bola de Ouro de 87.
Exemplo para os mais jovens, o velho Baklanos vai ser lembrado para sempre também como um grande amigo e companheiro. Participante ativo da Aceesp - Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo - Baklanos trabalhava recentemente como free lancer. Apaixonado pelo futebol, costumava frenquentar os estádios mesmo quando não estava trabalhando. Era são-paulino de coração mas quando se tratava de jornalismo, nada se comparava ao senso profissional do velho Baklanos.
Em sua passagem como diretor da Aceesp, Baklanos deixou lembranças também como zagueiro - sempre titular - e mais recentemente assumiu a condição de treinador. Comandou o time da Aceesp que se apresentou na França, pouco antes da Copa do Mundo
vibrou como um adolescente com a goleada de 5 a 2 em cima do time de jornalistas franceses.
No currículo de Baklanos consta também a primeira grande biografia do então presidente da FIFA, João Havelange, livro encomendado pela Federação Paulista de Futebol e publicado em 1997.
Descendente de russos, Baklanos falava vários idiomas e era um expert também em futebol internacional. Por isso, nas coberturas de Copas do Mundo, sua missão era talvez a mais difícil: perseguir a informação mais importante dos nossos adversários, que podia estar na seleção da Alemanha, da Nigéria ou da Itália. O incansável Baklanos teve o privilégio de acompanhar a trajetória da Dinamarca, uma das sensações da Copa do México de 86 e soube retratar com rara sensibilidade aquele time que ficou conhecido como Dinamáquina.
O corpo está sendo velado hoje no Cemitério Chora Menino, onde será sepultado amanhã, 8h30.

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