Cidade do México - O técnico Luiz Felipe Scolari, campeão mundial à frente da seleção brasileira na Copa do Mundo da Coréia e do Japão, foi usado como chamariz para distrair a atenção sobre os candidatos a técnico do México, afirmou ontem o jornal mexicano ''Récord''.
''Scolari era e foi um chamariz nesta disputa, que sempre foi de apenas dois'', disse o jornal ao afirmar que os ''verdadeiros'' candidatos para dirigir o México são os argentinos Carlos Bianchi, ex-técnico do Boca Júniors, e Ricardo Lavolpe, que dirige a equipe mexicana Toluca.
A reunião com Scolari, realizada terça-feira em Miami, fez parte da estratégia. Além disso, o brasileiro foi descartado ao mostrar pretensões financeiras superiores às de Bianchi e Lavolpe, segundo o jornal.
O diário afirma que outra pista de que a reunião só tinha a intenção de distrair é que Scolari disse que pensará sobre a oferta por duas semanas, um tempo que os dirigentes mexicanos ''não pensam esperar nem para lhe agradecer''.
Por sua vez, o jornal esportivo ''Esto'' ressaltou as palavras do presidente da Federação Mexicana de Futebol, Alberto de la Torre, ao dizer que os três candidatos têm hoje as mesmas chances para ser técnico da seleção mexicana.
De la Torre afirmou que os dirigentes mexicanos se reunirão hoje e amanhã na capital mexicana para tomar uma decisão sobre o técnico e decidir em que momento sua contratação será anunciada.
Federação - O presidente da Federação Mexicana de Futebol (FMF), Alberto de La Torre, disse ao jornal ''El Universal'' que a entidade tem dinheiro para contratar Luiz Felipe Scolari. Ele revelou ainda que Scolari já teria uma lista de jogadores menores de 23 anos aptos a disputar a Olimpíada de 2004, em Atenas.
Para De La torre, no entanto, ''Scolari é disciplinado, simpático e agradável no relacionamento, além de ser capaz de revolucionar o futebol mexicano''. Scolari poderá receber US$ 800 mil por ano.

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