‘‘No fue un sueño, le ganamos a Brasil’’ (Não foi um sonho, nós ganhamos do Brasil). Essa foi a manchete do principal jornal hondurenho ‘‘La Prensa’’, logo após a vitória de Honduras sobre o Brasil por 2 a 0, segunda-feira, em Manizales, na Colômbia, pelas quartas-de-final da Copa América. O Brasil voltou para casa, mas em Honduras, a comemoração pela realização do ‘‘sonho’’ continua.
Enquanto a imprensa européia criticou a atuação da seleção brasileira, e os argentinos a ironizaram e transformaram em piada, em Honduras, pequeno país centro-americano com 5,5 milhões de habitantes, os noticiários exaltaram seus heróis.
O jornal ‘‘La Tribuna’’, da capital Tegucigalpa, estampou ‘‘Hazaña catracha’’, palavra que simboliza o time de Honduras, algo como ‘‘façanha hondurenha’’. Na matéria, os jogadores Guevara e ‘‘Rambo’’ De León são transformados em ‘‘feras que não temeram a potência brasileira, e em determinado momento sentiram que a vitória seria possível, sim.’’, publicou o jornal.
Durante as comemorações, segundo os jornais hondurenhos, a população cantou o Hino Nacional, agitou suas bandeiras e gritou o nome de seus ‘‘guerreiros’’, como foram chamados os jogadores convocados dois dias antes do início da Copa.
O grau de patriotismo em Honduras, que ocupa o terceiro lugar nas Eliminatórias da Copa do Mundo e está próximo de disputar a sua segunda Copa Mundial, também derrotou o Brasil. Dessa vez a Pátria de chuteiras usava uniforme azul e branco.

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