São Paulo - ''França deu a passagem de volta ao pentacampeão''. Com essa manchete, o diário argentino ''Clarín'' mostrou sua alegria pela eliminação dos rivais brasileiros e exalta a presença do ''mágico'' Zidane.
Alegaram que ''a dor da derrota (da Argentina) para os alemães foi amenizada com a saída dos pentacampeões mundiais.'' Ironizaram que alguns atletas argentinos encontraram um ''santo remédio'' para acalmar a dor da desclassificação chamado ''Adeus Penta'', em alusão ao time brasileiro detentor de cinco conquistas mundiais.
''Esta eliminação teve efeito de calmante aos argentinos e provou, entre outras coisas, que Ronaldinho Gaúcho nunca atuou no Brasil como joga no futebol espanhol.'' E foram além: ''Não é bom melhorar o humor com a desgraça alheia. Porém, o Brasil se tornou o melhor remédio para derrota argentina. Esse remédio, aliás, estava em promoção e veio com um perfume francês.''
O diário ''Olé'' foi sarcástico e destacou em sua capa ''Merda Amarela''. ''Os brasileiros pensavam que iriam conquistar o hexa sem jogar. Por favor! França os tirou do Mundial com um baile.''
''Vergonha. Um papelão histórico. A França passou por cima de uma equipe formada por estrelas de TV. Aliás, o Brasil ganhou de alguém nesse Mundial?'', questionou o jornal argentino. ''Os brasileiros acreditaram. Acreditaram que eram os melhores do mundo antes de jogar e estavam preparando a sexta estrela em suas camisetas. Acreditaram que ninguém poderia vencê-los. Por favor! Tchau, Brasil.''
O argentino ''La Nácion'' deixou a ironia de lado e estampou em sua capa ''Nocaute no campeão''. Definiu a ''experiente'' França como um bom vinho: ''quanto mais velho, muito melhor.'' ''Com uma carga emotiva nas costas e um conjunto motivado pelas glórias do passado, a França superou os brasileiros, último campeão e principal favorito, e se classificou às semifinais.''
O diário argentino também fez coro com a maioria dos brasileiros e define como ''pífia'' a participação de alguns jogadores. ''Ronaldinho não apareceu. Sem magia. Ronaldo perdeu o faro de goleador. Cafu e Roberto não estiveram a altura dos bons jogadores de quatro anos atrás.''

"O Brasil se tornou o melhor remédio para derrota argentina" Clarín jornal argentino

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