O presidente da Federação Paranaense de Futebol de Salão (FPFS), Jorge Kudri, ameaçou ontem renunciar ao cargo por causa da ação impetrada na Justiça Comum pela diretoria do Cavalca & Verona na última sexta-feira. O juiz da 11ª Vara Civil, Sergio Jorge Domingos, concedeu uma liminar ao Cavalca indicando o time de São Miguel do Iguaçu como representante do Paraná na Taça Brasil e proclamando-o como campeão estadual de 98, ao contrário do que havia sido decidido pelo TJD e pela Federação Paranaense de Futsal.
Kudri disse em tom de desabafo que a FPFS não merecia esse processo. ‘‘Trabalho para o desporto paranaense há 28 anos sem remuneração alguma e agora vou ter que pagar um advogado para provar que estamos certos’’, disse indignado. ‘‘Nem a FPFS nem o Tribunal estão irregulares’’, informou. ‘‘Vamos acatar a decisão da justiça e buscar nossos direitos’’, disse.
Para o advogado do Foz/Sul Americana, Marcelo Ribeiro, a decisão da Justiça precisa ser acatada, mas a liminar pode ser derrubada. ‘‘Eles (o Cavalca) não apresentaram nenhum documento que comprove as irregularidades e isso é básico num processo’’, disse. Ribeiro confirmou que o Foz vai buscar seus direitos na justiça.
A polêmica começou há duas semanas, quando o Tribunal de Justiça Desportiva da FPFS decidiu anular a partida final do Campeonato Paranaense, vencida pelo Cavalca por 7 a 6. O Tribunal entendeu que houve erro do árbitro da partida, cassou o título do Cavalca e determinou que a FPFS marcasse um novo jogo.
O presidente da FPFS ainda reuniu-se com os representantes das duas equipes para um diálogo conciliatório, mas não houve acordo. Kudri, então, indicou o Foz (como campeão estadual do ano passado) para a Taça Brasil e determinou que uma nova partida fosse marcada para o próximo ano. A decisão não contentou os dirigentes do Cavalca que entraram na Justiça Comum o obtiveram uma liminar.
Ontem, por telefone, em entrevista à Folha, Kudri chegou a afirmar que deixaria o cargo de presidente, descontente com a decisão do Cavalca de apelar à Justiça Comum. Logo depois, o presidente voltou a ligar para a redação da Folha em Curitiba para dizer que apenas tinha desabafado. Também afirmou que não gostaria de parecer que estaria favorecendo qualquer um dos lados nesta briga pelo título do Paranaense de Futsal de 98.

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