Joílson quer ser ídolo rubro-negro
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quarta-feira, 16 de julho de 1997
Curitiba 
Kraw PenasCara novaO atacante Joilson, de apenas 20 anos, que tem a incumbência de fazer a torcida atleticana esquecer Oséas e Paulo Rink, os ídolos que foram emboraO atacante Joílson, do Atlético Paranaense, teve seu dia de glória no último domingo, no jogo contra o Atlético Mineiro. Depois de ser criticado pela torcida, o jovem jogador deu a volta por cima e fechou a goleada (4 x 2) rubro-negra em cima do Galo. Seria um lance normal de jogo, não fosse o fato dele ter perdido um gol, quase feito, no início da partida. Isso provocou a ira da torcida, pois o jogo ainda estava com o placar zerado. Eu não costumo perder gol de cabeça. O problema é que estava inseguro. Não é fácil substituir Oséas e Paulo Rink. Tem muita cobrança.
A pressão veio já no primeiro jogo do Brasileiro, contra o União São João de Araras (SP). Joílson jogou mal e ficou de fora da segunda partida, diante o Guarani, em Campinas. Contra o alvinegro mineiro veio outra chance. Eu acho que preciso de um tempo para mostrar meu talento. Não vai ser de uma hora para outra.
Ao que parece, o irreverente Joílson, de apenas 20 anos, veio para marcar presença na área adversária. O gol saiu pela boa colocação e frieza do jogador. O meio-de-campo Luizinho ganhou a bola no setor direito e avançou para a área, depois de driblar dois adversários. O novo camisa 9 do Atlético recebeu a bola e conferiu, chutando cruzado e impedindo a ação do goleiro.
Depois do jogo, o Taffarel (goleiro do Atlético Mineiro e da Seleção Brasileira) veio me elogiar pelo gol. Ele me pediu a camisa e me deu a dele. Fiquei muito contente, afinal, ele é um jogador bastante experiente, declarou Joílson, sempre procurando o sol. Tenho que ficar no solzinho porque senão desboto!, completou o novo candidato a ídolo dos fanáticos atleticanos.
Joílson chegou à Baixada há quatro anos e já marcou aproximadamente 180 gols com a camisa rubro-negra, contando com atuações no juvenil, juniores e algumas partidas no time profissional.
Depois do último, no domingo, já estão comentando que ele pode ser o novo Oséas do Caldeirão do Diabo. Oséas é Oséas, Joílson é Joílson. E não adianta achar que vou deixar o cabelo crescer, fazer trancinhas, ou descolorir mechinhas. As meninas preferem meu cabelo assim, curtinho, avisa o garoto, com um largo sorriso no rosto.
Coincidência ou não, os últimos ídolos do ataque rubro-negro eram baianos. Oséas, hoje no Palmeiras, e Washington, que parou de jogar, são de Salvador. Renaldo, no La Coru¤a (Espanha), é de Cotagipe. Joílson veio importado de Itabuna, onde começou a jogar antes de vir para o Atlético.
O jovem Joílson agora tem a concorrência do experiente Nilson no comando de ataque. Apesar da rima no nome, as semelhanças acabam por aí. Enquanto um tem apenas 20 anos e o Atlético é seu primeiro e único clube, o outro tem 31 anos e já passou por outras 16 equipes. Talvez um complemente o outro.


