A amazona Karina Johannpeter, do Rio Grande do Sul, foi a campeã na categoria mirim do Campeonato Brasileiro de Hipismo, disputado ontem em Curitiba. Karina era o nome mais cotado para vencer a prova. Sua montaria, a égua Cassiana Jofer, correu nas Olimpíadas de Barcelona, em 1992, conquistando a medalha de bronze. Em segundo lugar ficou Juliano Joffily, de Brasília, montando o cavalo Djavan, e em terceiro Carlos Eduardo Diener, de Florianópolis, com Tarado.
As equipes vencedoras foram conhecidas no sábado. Brasília levou a medalha de ouro; São Paulo, a de prata, e Rio Grande do Sul a de bronze. As promessas paranaenses para o torneio eram Rafael Prochet, de Londrina, atual campeão paranaense, e Tiago Ribas Costa, de Ponta Grossa, mas não tiveram sucesso nas provas.
Karina Johanpeter, é filha de Jorge Johannpeter, proprietário das empresas Gerdau, e o maior criador de cavalos de salto do Brasil. Ele foi o único criador em todo o mundo a mandar três animais para as Olimpíadas da Espanha.
‘‘Estamos copiando um tipo de prova realizada nos Jogos Pan-Americanos de Mar Del Prata, onde os cavaleiros e amazonas do concurso saltam com os cavalos e potros à venda’’, explicou o presidente da FPRH, Luiz Fernando Marcondes de Albuquerque.
Participaram 22 animais e boa parte deles teve entre três a quatro interessados. Apesar do baixo número de ofertas, ainda assim a iniciativa foi um sucesso, segundo Albuquerque. Ele criticou a falta de conscientização da categoria sobre o profissionalismo. Só agora ela começa a despertar, ainda assim ele tem a impressão de estar ‘‘pregando no deserto’’. Os clubes têm que voltar a criar as provas oficiais para qualificarem os cavaleiros aos grandes eventos que acontecem fora do Paraná. ‘‘De nada adianta treinar se não houver competitividade’’, reclamou Marcondes de Albuquerque. ‘‘Só treino não vale, tem que competir’’, insistiu.

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