Jogos Paralímpicos - Show de eficiência
PUBLICAÇÃO
domingo, 18 de setembro de 2016
Agência Estado 

Rio O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) se mostra otimista para o novo ciclo até os Jogos de Tóquio, em 2020. Apesar de não ter cumprido a meta de ficar entre os cinco melhores colocados pelo número de ouros no quadro de medalhas, a entidade se diz satisfeita com o desempenho dos atletas.
O presidente do CPB, Andrew Parsons, afirmou que foi a melhor participação do País nos Jogos Paralímpicos. "O CPB está extremamente satisfeito com a campanha feita aqui. A gente tinha meta de ter mais medalhas no total, mais modalidades vencendo e mais atletas ganhando medalhas, e conseguimos", afirma.
O Brasil terminou a competição com a oitava posição geral, com 72 pódios, dos quais 14 com medalhas de ouro, 29 de prata e 29 de bronze. Pela ordem, ficou atrás de China, Grã-Bretanha, Ucrânia, Estados Unidos, Austrália, Alemanha e Holanda.
Apesar do CPB considerar como bom o surgimento de novos atletas, a presença de atletas desconhecidos dentro do meio paralímpico causou incômodo. "Não pode ser visto como positivo. Se seus melhores atletas são desconhecidos dentro do próprio movimento paralímpico, como vai incentivar no seu país?", questiona.
Parsons projeta um próximo ciclo paralímpico com mais dinheiro para investir no esporte. "Tivemos uma média de R$ 70 milhões por ano neste último ciclo. A gente espera ter algo entre 180 milhões por ano, com o novo porcentual da lei Agnelo Piva e renovação de patrocínios."
Na história
Daniel Dias foi o grande nome dos jogos. Com nove medalhas no pescoço, foi que mais subiu ao pódio. O brasileiro só não foi o melhor em número de ouros, com quatro, atrás do bielo-russo Ihar Boki, com seis. "Nem nos melhores sonhos imaginava isso", afirmou.
Daniel chegou a 24 pódios na história e ultrapassou o australiano Matthew Cowdrey.


