Quatrocentos e cinquenta fisioterapeutas de 19 estados do País e também do exterior estão desde ontem em Londrina participando do 2º Congresso da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva (Sonafe), que prossegue até amanhã e reúne os maiores especialistas do Brasil nas áreas de esporte de alto rendimento, profissional e esporte adaptado (paradesportivo). Estão presentes, por exemplo, os fisioterapeutas das seleções brasileiras de vôlei e handebol masculino, de basquete feminino, de ginástica olímpica e de futsal feminino esta última é a londrinense Chritiane Guerino de Macedo.
O congresso foi aberto ontem à noite, no Hotel Sumatra, com uma apresentação do professor carioca José Roberto Prado Júnior sobre as perspectivas da fisioterapia esportiva brasileira para os Jogos Pan-Americanos de 2007, que acontecerão no Rio de Janeiro. Ele coordena um projeto de ensino e pós-grduação na Universidade da Cruz Vermelha Portuguesa, em Lisboa, e integra desde 1995 o quadro técnico do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) foi convidado pelo presidente Carlos Arthur Nuzman para acompanhar o trabalho das confederações das modalidades olímpicas.
Em sua palestra, falou sobre a evolução da participação de fisioterapeutas nas delegações olímpicas brasileiras. ''Aos poucos estão equilibrando a presença de fisioterapeutas e médicos na equipe. Em Atlanta-96 fui apenas eu entre nove médicos. Em Atenas-2004 já eram 13 fisio e 12 médicos'', contou. Prado Júnior anunciou aos participantes, em primeira mão, que a organização dos Jogos de 2007 irá contratar 300 fisioterapeutas voluntários para dar assistência aos mais de 7.5 mil atletas que estarão presentes. ''Isso será um marco para a valorização e o reconhecimento da profissão, pois nunca houve, nem em olimpíadas, uma quantidade tão grande de fisioterapeutas à disposição dos atletas'', afirmou.
O coordenador do congresso, o londrinense Nelson Shirabe, disse que um dos assuntos importantes em debate é a necessidade de se fazer fisioterapia preventiva, principalmente com os atletas em formação e aqueles que já sofreram com lesões. ''No Brasil, o trabalho dos profissionais ainda fica muito atrelado ao aspecto curativo. Chama-se o fisioterapeuta depois que o jogador já se machucou'', disse.

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