'Jogos da Paz' transformam cidade sul-coreana em capital do esporte
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sexta-feira, 09 de fevereiro de 2018
France Presse 

PyeongChang, Coreia do Sul - Um total de 102 títulos olímpicos, em sete esportes e 15 categorias, serão disputados na Coreia do Sul durante os Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang. A cerimônia de abertura está prevista para sexta-feira (9), às 9 horas (de Brasília). No entanto, as primeira competições dos Jogos começaram nesta quinta-feira (8).
Também na véspera, festas e músicas serviram de recepção aos atletas da Coreia do Norte na chegada à Vila Olímpica, enquanto este país organizava um desfile militar do outro lado da fronteira.
Estes "Jogos da Paz", como foram chamados pela Coreia do Sul, permitiram há um mês uma espetacular aproximação entre os dois países, quando as tensões aumentaram nos últimos meses por conta das ambições nucleares da Coreia do Norte. A aproximação entre as duas Coreias se materializa nesses Jogos com um desfile comum dos atletas na cerimônia de abertura e com a equipe unificada de hóquei feminino sobre o gelo.
Sempre esperançoso, o Brasil encara os Jogos de Inverno de PyeongChang com uma delegação composta por nove atletas, que deixaram para trás o forte calor do verão brasileiro para se aventurar em busca da glória no gélido inverno da Coreia do Sul.
Em relação aos Jogos de Sochi de 2014, quando enviou à Rússia 13 atletas, o time Brasil encolheu. Na Coreia, a equipe será formada por nove atletas e um reserva: Isadora Williams (patinação artística), Edson Bindilatti, Odirlei Pessoni, Rafael Souza, Edson Martins, o reserva Erick Vianna (bobsled), Michel Macedo (esqui alpino), Jaqueline Mourão, Victor Santos (esqui cross-country) e Isabel Clark (snowboard).
A enxuta equipe brasileira chegou perto de sofrer a baixa de seu representante no esqui alpino. Michel Macedo sofreu uma queda durante o treino de terça-feira e, após realizar exames de imagem, teve constatada uma inflamação no joelho, o que obrigará o atleta a perder as duas primeiras provas em que estava inscrito: o Combinado e o Super G. A comissão técnica brasileira torce para que o jovem de 19 anos tenha condições de disputar o Slalom Gigante e o Slalom Especial.
Com pouca tradição nos esportes de inverno, as chances do Brasil de conquistar uma medalha em PyeongChang são remotas, mas o País compete para tentar melhorar seus principais resultados históricos.
O melhor resultado em Jogos de Inverno pertence a Isabel Clark, experiente atleta do snowboard que conseguiu um impressionante nono lugar em Turim-2006. Em Sochi, Clark terminou a prova na 14ª colocação, sendo novamente a atleta do Brasil de melhor colocação nos Jogos.
Na Coreia do Sul, quem também pode fazer um bom papel é a equipe brasileira de trenó 4-man, que hoje está entra as 20 melhores equipes do mundo. O objetivo agora é conseguir figurar entre os 15 melhores do planeta.
Mas, antes mesmo do início das competições, um brasileiro já teve motivos para comemorar. Ao chegar em PyeongChang, Edson Bindilatti recebeu a notícia de que será o porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos. Aos 38 anos, o atleta do bobsled participará de sua quarta edição dos Jogos Olímpicos. Edson já havia sido parte da primeira equipe brasileira de bobsled, em Salt Lake City-2002, e também competiu em Turim-2006 e Sochi-2014.
"Lembro de tudo o que passei lutando para que o bobsled não morresse no nosso país até chegar a esse momento, quando classificamos pela primeira vez uma equipe no 2-man. Com essa homenagem, fica ainda mais claro que tudo valeu a pena. É um sonho, sempre quis carregar a bandeira do meu país", comemorou o baiano. Os Jogos Olímpicos de PyeongChang serão disputados até 25 de fevereiro.


