No último fim de semana, em Foz do Iguaçu, aconteceu o seminário Estadual do Esporte que aprovou, entre outras coisas, a possibilidade de importação de atletas de fora do estado para os Jogos Abertos. O presidente da Paraná Esporte, Ricardo Gomyde, aposta que a competição estará mais forte que nunca com essa decisão. Para ele, é hora de Londrina voltar a participar dos Jogos Abertos. A competição acontece em outubro em Toledo.

Apesar do nome, os Jogos Abertos tinham restrições para a participação de atletas de fora do Estado, o que significará a mudança aprovada no último fim de semana em Foz do Iguaçu durante o Seminário Estadual do Esporte?

Ricardo Gomyde - Haverá uma revolução na nossa competição de alto rendimento. Os municípios poderão qualificar suas equipes. Vamos atrair atletas que tenham disputado o Pan no Rio de Janeiro resultando em mais brilho técnico. Isso vai desperta o interesse do público, gera visibilidade para patrocinadores e a possibilidade de transmissão pela Paraná Educativa.

Como você vê Londrina fora dessa competição?
RG - Acho que agora é a hora de Londrina voltar. A comunidade esportiva optou pela abertura da dos jogos e isso será bom para Londrina também que conta com muitos atletas de ponta.

Como ficou o regulamento?
RG - Na fase final, cada equipe poderá se reforçar com dois atletas de fora do estado ou país, mais dois atletas que tenham participado da mesma regional e mais um que tenha nascido no município.

Outra decisão importante no seminário foi a inclusão do taekwondo nos Jogos da Juventude em Paranavaí. Qual a importância disso?
RG - Alegando dificuldades técnicas para realizar o triatlon, que era sua modalidade optativa, Paranavaí solicitou a substituição pelo taekwondo. A decisão favorável da comunidade esportiva foi unânime. O taekwondo tem crescido muito no país e o Paraná está se firmando como cidade pólo na modalidade. A seleção brasileira que vai para o Pan, entre eles a Natália Falavigna, já treina em Londrina com o Fernando Madureira. A inclusão nos Jogos da Juventude vai propiciar um crescimento ordenado com todos os municípios estimulando a prática do taekwondo.

Nos primeiros anos de seu mandato na Paraná Esporte, ficou clara a opção pelo fortalecimento do esporte de base. Quais os benefícios conquistados com essa política?
RG - Recebemos a Paraná Esporte com apenas duas competições, os Jogos da Juventude e os Jogos Abertos. Além de ampliar e fortalecer esses eventos, ampliando as regionais de seis para oito, retomamos a realização dos Jogos Colegiais do Paraná que contam com a participação de 400 mil alunos. Hoje temos vários campeões brasileiros de 14 a 17 anos, que iniciaram a prática esportiva nos Jogos Colegiais. Em parceira com o Ministério do Esporte temos o projeto Segundo Tempo. São 42 mil estudantes que praticam esporte no contra-turno escolar. Isso evita que os jovens fiquem na rua com fácil acesso à marginalidade e drogas.

O que muda na estrutura da Paraná Esporte para esse novo mandato?
RG - Criamos a diretoria de Políticas Públicas para a Juventude que absorveu a diretoria de lazer e também terá o FERA (Festival de Recreação e Arte) que antes estava na secretaria de Educação. A idéia é desenvolver novos projetos sociais com as federações, assim como temos com o vôlei numa parceria com o Rexona.

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