Na Série B do ano passado, o mineiro Mauro Fernandes teve uma passagem rápida, porém marcante no comando do Londrina. Assumiu no epicentro de uma crise que se instalou após a vexatória goleada de 7 a 1 diante do Paulista, em Jundiaí. Em quatro jogos pelo Brasileiro, teve um aproveitamento apenas regular (duas vitórias e duas derrotas), insuficiente para classificar o time para a segunda fase. ''Infelizmente pegamos o time tarde demais'', lamentou. Ele faria ainda mais duas partidas pela Copa Sesquicentenário.
Hoje, do outro lado, vive uma situação distinta, sem as limitações financeiras tão inerentes ao cargo de treinador do Tubarão. No Brasiliense, clube do ex-senador Luiz Estevão (o primeiro a ser cassado na história), dinheiro (ou a falta dele) não é problema. O pensamento, diante deste contexto, não poderia ser diferente. ''Aqui não se fala em outra coisa a não ser subir para a primeira divisão'', disse o treinador ontem, em entrevista à Folha.
Na visão dele, o massacre que o Náutico impôs ao Londrina na rodada passada é um fator perigoso. ''O Londrina tem um time bom, aquele resultado (5 a 0) foi atípico, acontece uma vez em cem'', avaliou. ''Vamos ter dificuldades porque o time vai em busca de reabilitação''.
Para o jogo de sábado, Fernandes garantiu a estréia de duas estrelas da Segundona: o atacante Sérgio Alves, ex-Ceará, e o meia Iranildo, ex-Santa Cruz.
Fernandes disse que guarda com carinho os dias que passou na cidade. ''Apesar de estar do outro lado, é uma satisfação muito grande voltar. Fiz amigos por aí, gostei do time que treinei, a diretoria honrava seus compromissos, tinha carinho pela torcida. Guardo só boas recordações'', garantiu. (G.G.)

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