Jogo resgata paixão por futebol e divide família de descendentes
A família Rambusch está em festa hoje. Descendentes de dinamarqueses, eles estarão reunidos para assistir ao jogo decisivo entre Brasil e Dinamarca, que vale uma vaga nas quartas-de-final da Copa da França.
O pai, Luis Carlos Sell, advogado, 41 anos, é representante da terceira geração de dinamarqueses que chegaram ao Brasil no século passado. Na hora de torcer, ele e a família estarão um pouco divididos. Sell e seu filho Guilherme, 10 anos, vão torcer para quem ganhar a partida. Já a esposa, Zélia e as filhas Letícia e Marina não abrem mão de torcer para o Brasil.
Mesmo confessando não serem muito fanáticos por futebol, a Copa do Mundo mexe com a família. Sempre que podem eles assistem aos jogos do Brasil e também da Dinamarca. Porém, hoje, será a primeira vez que a família vai se reunir para ver um jogo da Copa do Mundo. O motivo é claro, é o enfrentamento entre as duas seleções que estão no coração da família. Para Guilherme, o melhor jogador da Dinamarca é o goleiro Schmeichel, do lado brasileiro ele cobra um pouco mais de empenho dos jogadores e cita como o mais esforçado o atacante Ronaldinho. Já para a mãe, Zélia, a grande reclamação em torno dos jogadores brasileiros são os altos salários. Acho que eles ganham demais, diz.
A família Rambusch se reúne de cinco em cinco anos na Dinamarca e o encontro é uma tradição que vem desde o começo deste século. Amante ardorosa da terra de seus ancestrais, a família Rambusch se orgulha de ser súdita da Rainha Margareth III, que está no poder desde 1972, mesmo sendo cidadãos brasileiros. E ainda apontam algumas particularidades em comum com os brasileiros. É na Dinamarca que está a maior cervejaria do mundo,a Calrsberg, assim como os brasileiros, eles comem muito frutos do mar, principalmente peixes, e também são alegres e hospitaleiros, lembra Zélia. O futebol também é uma grande paixão daquele país: atualmente a Dinamarca é, segundo o ranking da Fifa, a vigésima melhor seleção do mundo.Albari RosaEm famíliaOs Rambusch: primeira reunião para assistir a um jogo de CopaMarcos Freitas
Especial para a Folha





