Jogo noturno deixa PM e CET aliviados
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 22 de dezembro de 1999
Por Valéria Zukeran 
São Paulo, 22 (AE) - Os integrantes do Batalhão de Choque da Polícia Militar e da Companhia de Engenharia de Trânsito (CET), ficaram aliviados com a mudança de horário da partida entre Corinthians x Atlético-MG. Tanto para o comandante do Batalhão, major Marcos Marinho, quanto para a coordenadora da Operação Morumbi da CET, Lili Boristen, a jornada de trabalho foi prolongada e o desgaste dos profissionais maior, mas, em compensação, os problemas seriam muito piores se o jogo fosse realizado às 16 horas, como era previsto até a tarde de ontem.
Segundo Lili, o momento crítico para a CET, caso a partida fosse à tarde, seria a saída dos torcedores do Morumbi, prevista para 18 horas. "Iríamos juntar o tráfego das pessoas em trânsito pela cidade no horário comercial, em compras de Natal, e com o dos torcedores deixando o estádio", explica. "A mudança foi providencial, pois o movimento foi diluído, com as pessoas saindo do Morumbi depois do horário comercial, facilitando o nosso trabalho."
A coordenadora afirmou que a operação de orientação dos motoristas na área próxima ao estádio começou parcialmente ao meio-dia. "Como horário do jogo alterado, foi possível deslocar parte da equipe para outros pontos da cidade onde o trânsito estava complicado, como as principais vias da Capital." O grupo voltou a se reunir no Morumbi às 18 horas.
Para manter a ordem durante todo o dia, o comércio de bebidas na região próxima ao estádio foi proibida. Segundo Marinho, apesar do grande movimento no Morumbi desde a manhã, o número de ocorrências foi pequeno. O caso mais grave foi registrado próximo à Via Dutra, onde a polícia monitorava a chegada dos torcedores do Atlético-MG. "Foram encontradas duas bombas de fabricação caseira e maconha dentro de um dos ônibus da torcida mineira." Os responsáveis, segundo o major, foram presos.
Para Marinho, a mudança de horário da partida teve um ponto positivo. "Muitos torcedores chegaram de manhã, ficaram mais cansados e, por consequência, mais calmos, menos propensos a brigas." Para os soldados do batalhão que chegaram ao estádio ao meio-dia, a realização do jogo à noite não aumenta o desgaste. "Estamos acostumados com plantões de 12 horas, com rondas pela cidade, de maneira que não faz muita diferença para nós", disse o soldado Zaqueu Matos, que trabalha no policiamento dos estádios há nove anos.


