Jogo no Boqueirão cria polêmica
Ed Carlos Rocha
O presidente do Paraná Clube, Dilso Rossi, classificou como incitação à desordem e à bagunça as declarações do presidente do Coritiba, João Jacob Mehl, sobre os perigos que a segunda partida da final do Paranaense, no próximo domingo, poderá representar se acontecer no Estádio Érton Coelho Queiroz, no Boqueirão. Dizer que não se responsabilizam pelo que pode acontecer se torcedores ficarem de fora é incitar a desordem, disse Rossi.
O presidente tricolor confirmou que a segunda partida da final já está marcada para o Érton Coelho Queiroz, domingo, às 15h30. Segundo Rossi, os ingressos já foram pedidos à Federação Paranaense de Futebol e deverão estar sendo vendidos já amanhã, num total de 18 mil, dos quais 3.600 para o Coritiba.
Para evitar problemas, o dirigente do tricolor adiantou que depois de esgotados os ingressos, todos os torcedores serão avisados por meio da imprensa de que não adiantará ir ao estádio. Vamos fazer a nossa parte para que tudo transcorra sem problemas. Os ingressos estarão sendo vendidos nas sedes da Kennedy, Tarumã, Vila Capanema e Boqueirão. A parte que cabe aos torcedores do alviverde será vendida no Couto Pereira.
A polêmica se iniciou logo após a primeira partida da final realizada no último domingo, no Couto Pereira, em que o Coritiba venceu por 1 a 0. Depois do jogo, a diretoria do tricolor, que tem o mando do campo, confirmou o clássico para às 15h30 do próximo domingo no Boqueirão. Confirmamos isso agora, mas na verdade já estava marcado há dez dias, afirmou Rossi.
Apesar do mando ser do Paraná, o presidente do Coritiba disse que seria falta de bom senso marcar uma partida que pode ser a decisão do campeonato num estádio que tem capacidade para menos de 20 mil pessoas. Só de torcedores do Coritiba pelo menos 40 mil pessoas vão querer ver esse jogo. Por isso, é uma partida que tem que ser realizada no próprio Couto Pereira ou no Pinheirão. Não posso pedir aos meus torcedores que não compareçam na partida em que o Coritiba pode ganhar um título depois de nove anos.
Polêmica à parte, o tricolor começa se preparar hoje para o novo confronto. O tricolor tem que pelo menos empatar para forçar um terceiro jogo, que também aconteceria com o mando do Paraná. Neste caso, o time de Vila Capanema teria que vencer para ficar com o título.
Para Márcio Araújo, o grupo não se abateu com a derrota e espera reverter a situação. O técnico afirmou que a confiança existe porque o jogo de domingo foi bastante equilibrado. Eles tiveram mais sorte e ganharam, mas nós jogamos bem.
O atacante Washington também está otimista. Para ele, em casa o tricolor vai desenvolver um futebol mais agressivo e vai sair com a vitória. Em casa e com o apoio da nossa torcida a história será diferente.
Márcio Araújo não poderá contar com dois jogadores. O meia Fernando e o lateral-direito Wilson estão fora porque levaram o terceiro cartão amarelo. A definição dos substitutos só deverá acontecer no treinamento da próxima sexta-feira.





