Jogo do Palmeiras é adiado de novo e Picerni se irrita
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2003
Lúcio Flávio Moura<br>Reportagem Local 
Campinas - O técnico Jair Picerni, do Palmeiras, não escondeu sua irritação pelo cancelamento do jogo contra a Ponte Preta, que seria realizado ontem à noite, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. O confronto foi transferido para 19 de fevereiro. Para ele, está ''faltando respeito com os profissionais e com os torcedores''.
Picerni também lamentou muito por seu time ficar na expectativa do jogo por 48 horas. Afinal, a partida estava marcada inicialmente para quarta-feira, mas a briga entre as tevês levou a Federação Paulista de Futebol a adiá-lo para o dia seguinte. Aí, a chuva atrapalhou.
''Pela manhã eu pedi ao (diretor Sebastião) Lapola que definisse a situação até o começo da tarde. Assim, a gente já voltava para São Paulo'', contou Picerni, lembrando que toda a programação já tinha sido alterada. Na quarta-feira, o time treinou no centro de treinamento do ex-jogador Careca, em Campinas, e os jogadores só foram jantar às 22 horas. Lapola não concordou com o cancelamento da partida, dizendo que o clima estava bom para o futebol. ''Choveu um pouco de manhã e depois parou'', disse o diretor. Na verdade, a chuva parou apenas no final da tarde.
Picerni, porém, acha que o seu time agora deve se concentrar somente no seu próximo adversário: o União Barbarense, domingo, às 17 horas, no Palestra Itália. O técnico disse também aguardar uma posição da diretoria com relação ao atacante Dodô, afastado por indisciplina. Mas faz alguns alertas, como se fossem condições para o retorno do atacante. ''Aqui no Palmeiras é necessário trabalhar de bem com a vida e ralar muito''.
Segundo Picerni, Dodô não trabalhou com qualidade, não teve dinâmica e por isso não foi relacionado entre os titulares.


