A entrevista coletiva dos dois técnicos após o jogo demonstrou qual a real intenção do ‘‘amistoso-treino’’ realizado ontem. O técnico Mihai Stoichita adotou uma postura ‘‘bate que eu gosto’’, e explicou que o principal objetivo da partida foi colaborar com os treinamentos do Brasil. ‘‘Espero que a movimentação tenha sido útil para ajudar o Brasil a sair dessa má fase. Viemos fazer a função de ‘sparring’ apenas’’ admitiu o romeno Stoichita.
O técnico Luiz Felipe Scolari confirmou a hipótese de que o Panamá serviria apenas como saco de pancadas. ‘‘Já pude perceber durante o jogo que os jogadores começavam a recuperar a confiança. É isso o que falta aos jogadores, pois futebol todos sabemos que eles têm’’, explicou Scolari.
Devido à fragilidade do adversário, o treinador brasileiro fez poucas observações táticas válidas para o jogo contra o Paraguai. Sem querer adiantar a equipe titular, Scolari apenas adiantou que quer mais marcação na saída de bola do adversário.
Com pouco a observar na parte tática, Scolari analisou até a reação às vaias que a seleção recebeu no primeiro tempo. ‘‘Às vezes é difícil para o jogador assimilar críticas, mas eles têm que continuar tentando, apesar das vaias’’, concluiu.

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