Jogadores terão treinamento individualizado
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Foz do Iguaçu, PR, 16 (AE) - O principal desafio de Wanderley Luxemburgo e dos demais membros da comissão técnica nos 14 dias que antecedem a estréia da seleção brasileira na Copa América é homogeneizar o grupo de jogadores para o primeiro jogo na competição. Na sua chegada a Foz de Iguaçu, hoje, o técnico lamentou o fato de ter de trabalhar com 22 jogadores (12 deles, só a partir de segunda-feira) em estágios completamente distintos em termos clínicos, físicos e técnicos.
"Com certeza, não vamos entrar na Copa América em ponto de bola, mas vamos fazer o possível para diminuir as diferenças entre os atletas", disse Luxemburgo. Para isso, o programa de treinamento será individualizado. Jogadores em fim de temporada, como Antônio Carlos e Rivaldo, vão fazer o chamado pijama-training, um trabalho de descanso e manutenção. Atletas em meio de temporada, como Serginho e César, continuarão os treinamentos desenvolvidos em seus clubes.
Para os que estão sem ritmo de jogo, como Ronaldinho, deve haver até um jogo-treino em Foz do Iguaçu. Flávio Conceição e Cafu, que recuperam-se de contusões, farão tratamento intensivo e trabalho de recuperação física. "O grupo é muito heterogêneo e combateremos as deficiências de cada um", disse Luxemburgo.
CONTUNDIDOS - A previsão dos médicos, do fisioterapeuta e do preparador físico é que todos estejam em condições para a estréia na Copa América, dia 30, contra a Venezuela, quando, enfim, Luxemburgo terá seu time titular.
No amistoso do dia 26, contra a Letônia, Cafu não deve jogar, recuperando-se de uma cirurgia no joelho. Flávio Conceição, também com um problema no joelho, será ainda avaliado pelos médicos. Ronaldinho, por sua vez, deve ser aproveitado. Rivaldo e Amoroso não poderão participar porque foram expulsos no último amistoso, contra a Holanda.
No jogo-treino, provavelmente na quarta-feira, contra o Foz do Iguaçu, vários jogadores serão poupados. "Vamos analisar as condições de todos para decidir quem escalar", afirmou Luxemburgo.
A alternância de atletas não preocupa o técnico da seleção. "Estou procurando dizer a todos eles que com 11 jogadores não se ganha uma Copa América, mas com 22 teremos grandes chances", disse, reforçando a necessidade da união de grupo.
TÉCNICOS - Além de jogadores solidários, Luxemburgo exalta a colaboração de outros treinadores do futebol brasileiro
que, segundo ele, auxiliam nas convocações e na troca de informações sobre adversários. Ele citou Paulo César Carpegiani, do São Paulo, Luiz Felipe Scolari, do Palmeiras, Levir Culpi, do Cruzeiro, e Paulo Autuori, do Internacional.
"Estamos todos juntos pensando no futebol brasileiro; hoje, eu sou o técnico da seleção, mas amanhã posso não ser e continuarei ajudando os outros", disse Luxemburgo.
Até a próxima segunda-feira, quando chegam os 12 atletas restantes, Luxemburgo sabe que o trabalho ficará restrito aos demais membros da comissão técnica. Dificilmente, ele poderá dar alguma noção tática e técnica a 10 jogadores.
O técnico deve aproveitar então para observar algumas seleções que disputarão a Copa América. Amanhã, ele promete estar presente no estádio 3 de Febrero, em Ciudad del Este, para ver o jogo amistoso entre Paraguai e Uruguai, e convidará até alguns jogadores para acompanhá-lo.Por Arnaldo Ribeiro --------------------------------------------- ATT: ATENÇÃO EDITOR. A RETRANCA "MACHUCADOS" PREVISTA NA PAUTA, ESTá ESGOTADA AQUI --------------------------------------------