Jogadores promovem cultos evangélicos no hotel
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terça-feira, 25 de janeiro de 2000
Por Silvio Barsetti 
Londrina, 25 (AE) - Um grupo de jogadores da seleção brasileira tem promovido cultos evangélicos nos quartos do hotel da delegação em busca de apoio espiritual para a conquista da vaga à Olimpíada de Sydney, na Austrália. Os meias Fabiano, Marcos Paulo e Baiano são os que organizam os encontros para ler trechos da Bíblia e discutir aspectos que versem sobre a vida particular dos atletas e também sobre participação de cada um no Torneio Pré-Olímpico. "Oramos pelos jogadores e pela comissão técnica", contou Fabiano, o mais articulado do grupo e que pertence à Missão Mundial Graça e Paz, de São Paulo.
Eles tiveram a visita de Alex, Edu, Fábio Bilica e Mancini no primeiro culto, na antevéspera do jogo de estréia no torneio, com o Chile. "Todos também falaram de algumas experiências, de algumas passagens de suas vidas", prosseguiu o meia do São Paulo. Os cultos têm duração média de uma hora e estão abertos aos integrantes da comissão técnica, que, porém, ainda não participaram de nenhum.
"Nós também discutimos sobre as dificuldades que encontramos nos jogos e na competição", disse Marcos Paulo, da Igreja Portas Abertas, de Minas Gerais, e cujo sonho, ao abandonar o futebol, é o de se tornar pastor. "Mas vai demorar ainda; por enquanto, quero fazer pregação e estudar." Assim que chegaram a Londrina, na primeira semana de janeiro, todos os jogadores da seleção receberam bíblias de um missionário argentino.
"Ele deixou conosco duas caixas para distribuirmos aos demais", lembrou Marcos Paulo. A intenção do trio também é a de atrair o zagueiro álvaro para os cultos. "Ele é evangélico, mas está um pouco afastado", disse Fabiano.
O meia Baiano, que costuma lembrar nos encontros de sua infância humilde e marcada pela incerteza, cede o seu quarto para os cultos. Ele frequenta a Igreja Batista, em Salvador, e defende a presença de todos os 20 jogadores nas reuniões. "Acho que seria importante a participação deles, mas a gente respeita quem prefere não vir."


