Jogadores negam corpo mole
Em qualquer profissão, todos têm direitos e obrigações. No caso dos jogadores de futebol, eles têm o dever de desempenhar bem as suas funções em campo. O clube, por sua vez, tem a obrigação de pagar salários em dia. No Londrina, não é bem isso que vem acontecendo. Os salários estão atrasados há 50 dias.
Ontem, o coordenador-geral do clube, Célio Guergoletto, disse que estava pagando metade dos bichos atrasados e hoje acertaria o restante. Os salários, disse ele, ‘‘se tudo correr bem’’, serão pagos durante esta semana.
Depois da derrota para o Ceará, Guergoletto chegou a insinuar que havia jogadores fazendo corpo mole. Ontem a Folha conversou com vários jogadores sobre a insinuação do dirigente.
– Não existe corpo mole. Quem convive com o grupo sabe do empenho de todos. Quando entramos em campo esquecemos os problemas financeiros. Acontece que lá (contra o Ceará) deu tudo errado. E é assim com todas as profissões. Tem dia que o jornalista não está legal para escrever, o bancário, o médico... Aqui está havendo atrasos nos salários, mas não está faltando empenho – rebateu o ‘capitão’ Ivanildo.
O técnico Val de Mello reforça:
– Não acredito de forma alguma em corpo mole. Confio muito nesses atletas, isso não está acontecendo.
O atacante Fábio Nascimento concorda:
– Também não acredito nisso. Ganhamos da Tuna Luso de 4 a 1 e a Tuna venceu o Remo em seguida. Isso prova que os jogos são difíceis mas não há falta de empenho.
O atacante Carioca completa:
– Quando a gente entra em campo, esquece que o salário está atrasado. A gente procura sempre fazer o melhor.
(Claudio Osti)

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