Jogadores não querem reforços no Verdão
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terça-feira, 25 de novembro de 2003
Cosme Rímoli<BR>gência Estado 
São Paulo - Se dependesse dos jogadores, a diretoria do Palmeiras não deveria gastar com reforços para 2004. O time já está pronto e, se seguir com Jair Picerni, preparado para brigar pelos torneios que disputar. Seria uma recompensa pela volta à Primeira Divisão.
''Eu acho que o time está mais do que preparado. Demonstramos em campo. Se a crise financeira atrapalhar o Palmeiras, nós temos equipe para brigar com quem for'', assegura Magrão. ''Nós saímos na frente dos nossos rivais porque temos um time formado, entrosado. Acredito que o Palmeiras atual tem condições de enfrentar quem for. E com condições de evoluir. Estaremos até melhor em 2004'', garante Vágner Love.
''É condição fundamental o Jair Picerni continuar. Se eu fosse o presidente do Palmeiras não o deixaria sair agora para o Japão ou para onde fosse. Ele conseguiu formar o nosso time e sabe como arrancar o máximo de todos. Nós queremos que o 'papai' Picerni fique'', pede Diego Souza.
A diretoria irá aproveitar o final do ano para tomar todas as decisões para 2004. Não há consenso se vale ou não apostar na permanência de todos. A expulsão de Adãozinho contra o Sport foi a gota d'água para dificultar a renovação de seu contrato. Sérgio também está interessado em atuar em outra equipe como titular.
Marcos pretende renovar antecipadamente seu contrato que terminaria em junho de 2004. Embora exista o interesse do Cruzeiro, ele deseja ficar no clube. ''Eu já tenho 30 anos. Estou estabilizado. O Palmeiras é como uma casa para mim. Se quiserem renovar, renovo já.''
Começa nesta quarta-feira a venda dos ingressos para a partida contra o Botafogo no Parque Antártica. ''Será uma festa'', promete Vágner Love. ''Eu quero a vitória'', exige Picerni.
Elson conta os dias para voltar para Conceição do Araguaia, interior do Pará. Depois de ajudar o Palmeiras a retornar à Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro, o meia não vê a hora de estar em casa. Quer curtir com os amigos e a família o momento mais importante de sua carreira. Aos 22 anos, o jogador acredita que encontrou o lugar ideal para jogar futebol: ''O Palmeiras é a maior vitrine do Brasil'', diz.


