Jogadores não podem atuar contra ex-clubes
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sábado, 06 de junho de 2009
Julio Cesar Lima<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A cada início de temporada ou de competição é grande a movimentação no mercado da bola. Apesar disso, porém, uma prática tem sido comum há pelo menos três temporadas e ganha força a cada campeonato ou negociação. Os contratos envolvendo os jogadores, procuradores e clubes, principalmente de empréstimos, têm privado o torcedor de ver os reforços de seu time em campo quando joga contra o clube que o cedeu.
Na partida de hoje, por exemplo, o volante Rafael Miranda (ex-Galo) e o atacante Julio Cesar (ex-Furacão) não estarão em campo na partida entre Atlético Paranaense e Atlético Mineiro. Isso porque os atletas foram envolvidos em uma troca por empréstimo e uma cláusula contratual os impedem de jogar contra os ex-clubes.
Na opinião do gerente de futebol do Paraná, Beto Amorim, existem duas situações diferentes. Uma delas é quando o atleta surge nas categorias de formações e outra quando ele não está sendo aproveitado em um determinado momento, mas pode voltar para o clube.
Beto lembra do goleiro Tiago Rodrigues, emprestado ao Rio Branco para disputar o Campeonato Paranaense. Foi uma oportunidade que o atleta teve de ser observado pelo torcedor, pela diretoria, por outras pessoas do clube, além de valorizar o seu trabalho, disse, lembrando que Tiago integra o grupo
paranista.
Existem casos, porém, que o atleta não é utilizado, mas continua interessando ao clube. Nessa situação, há uma prevenção, pois se conhece o potencial do atleta e ninguém quer reforçar um adversário diretamente, além do que, geralmente os jogadores envolvidos nessas negociações, ainda que de forma inconsciente, sempre rendem um pouco mais, como a provar que teriam lugar na equipe que o liberou, disse.
Além dessa partida, o jogo entre Palmeiras e Vitória, nesta rodada também tem casos semelhantes. O Palmeiras não utilizará o meia-atacante Willians e o atacante Marquinhos, pois ambos pertencem ao time baiano.


