São Paulo - Com o cargo ameaçado após o fracasso na tentativa de garantir no Pré-Olímpico das Américas a vaga para os Jogos Olímpicos de Pequim-2008, o técnico Lula Ferreira pode ceder sua vaga a um substituto até mesmo internacional. Trabalhando com o treinador desde os tempos em que ele era auxiliar-técnico de Hélio Rubens, os jogadores da equipe não descartam a possibilidade como algo que pode ajudar na evolução do grupo. ''Às vezes é necessária uma mudança de ares'', avaliou o ala/pivô Tiago Splitter, concordando que um estrangeiro poderia dar nova dimensão à equipe.
Apesar de apoiar a possibilidade de se injetar sangue estrangeiro na seleção, Splitter negou qualquer tipo de desavença entre os atletas e o técnico.
O armador Leandrinho, que jogou sob a supervisão do técnico até mesmo nas categorias de base do Palmeiras, ressalta a contribuição de Lula à modalidade, mas não é avesso à idéia de trabalhar com um estrangeiro. ''A gente gostou muito do trabalho dele. O Lula fez muito pelo basquete e eu pessoalmente nunca tive nada contra ele. Mas para mim tanto faz quem seja. Trazer um estrangeiro pode ser bom ou ruim'', afirmou.
Mesmo Lula considera que a interferência estrangeira seria benéfica, mas responsabiliza os próprios treinadores por sua ausência. ''Aprender, a gente sempre tem de aprender e todo intercâmbio ajuda. Mas a falta disso é dos próprios técnicos. Tudo é uma somatória e este detalhe tem de acontecer. Você não pode defender pessoas, mas o basquete nacional'', finalizou o treinador. (G.P.)

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