Os jogadores do Paraná Clube esperam manter a equipe na primeira divisão do Campeonato Brasileiro não só para não prejudicar a imagem do clube como também para não terem prejudicada a imagem pessoal. Para alguns atletas, fazer parte de um time que é rebaixado significa desvalorização profissional e dificuldades em transferência para outro clube de qualidade.
Segundo o meia Cairo, contratado pelo tricolor para o Brasileiro com status de craque, o rebaixamento prejudica porque acaba apagando um pouco a imagem do jogador. ‘‘Mesmo que o atleta seja de ótima qualidade, ter estado por último num time que caiu para a segunda divisão pode criar uma dificuldade a mais na hora da transferência’’, disse.
O zagueiro Milton do Ó, uma das revelações do time nesse campeonato, teme que o rebaixamento possa levar o seu nome ao esquecimento na ‘‘vitrine nacional’’ do futebol. ‘‘Estou num momento de ascensão na carreira e jogar na segundona diminui as chances de se aparecer no cenário brasileiro’’.
Os jogadores, no entanto, confiam que o time se mantém na primeira divisão. Para isso, terão que vencer o Flamengo no próximo dia 12 e torcer para que o América (MG) não vença o Palmeiras no mesmo dia. ‘‘Tenho certeza de que não vamos cair’’, afirmou Cairo.
Para enfrentar o time mineiro, o técnico Márcio Araújo ganhou mais dois problemas. O lateral-direito Gil Baiano, que vem atuando improvisado na lateral-esquerda, pegou dois jogos de suspensão no julgamento do Tribunal da Confederação Brasileira de Futebol, na última terça-feira. O clube tenta conseguir um efeito suspensivo para que Gil possa jogar.
O outro problema é o atacante Fernando Diniz, que torceu o tornozelo no treinamento de ontem pela manhã. Mas como o Paraná só joga no dia 12, o departamento médico do clube acredita que o atacante estará recuperado.

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