Jogadores lamentam pouco tempo na seleção
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 01 de abril de 1999
Por Paulo Guilherme 
São Paulo, 02 (AE) - A intenção de Wanderley Luxemburgo foi fazer da excursão para a ásia uma prova de fogo para jogadores com pouca experiência na seleção. Para os atletas, a viagem acabou sendo muito curta. Na volta ao Brasil, eles lamentaram que o trabalho foi interrompido quando o time começava a ganhar entrosamento. A viagem para a Coréia do Sul e o Japão poderia ter sido mais proveitosa se houvesse mais alguns dias para treinar e jogar.
"Foi uma pena que a excursão tenha terminado quando eu estava começando a me adaptar à seleção", lamentou o meia Juninho, do Vasco, que tanto na derrota por 1 a 0 para a equipe coreana quanto na vitória por 2 a 0 sobre os japoneses iniciou a partida na equipe titular. O lateral-esquerdo Serginho, que participou apenas da primeira partida, considerou válida a experiência de se testar os jovens jogadores em partidas fora do país.
Qualquer sacrifício foi válido para agradar ao treinador. Os jogadores passaram a maior parte do tempo concentrados e tiveram pouco tempo livre. Os gastos em compras foram tímidos. O presente mais exótico veio na bagagem do goleiro Rogério Ceni, que comprou um violão coreano para tocar na concentração do São Paulo.
"A viagem foi muito boa para adquirirmos mais experiência", comentou Rogério. "Mas sem dúvida o frio, a diferença de fuso horário e também o mau estado do gramado do jogo da Coréia atrapalharam o nosso desempenho em campo." O zagueiro César, da Portuguesa, voltou com o tornozelo machucado após receber uma forte pancada na região no jogo contra o Japão. A contusão de César permitiu ao gaúcho Scheidt, do Grêmio, estrear na seleção.
Para os jogadores Felipe, Roni, Marcos Paulo e Fábio Júnior, o contato com a seleção brasileira prossegue. Eles foram chamados por Luxemburgo para integrar a equipe Sub-23 que vai fazer um amistoso contra os Estados Unidos na próxima quarta-feira em Brasília. "Vai ser mais fácil se adaptar ao fuso horário brasileiro", destacou Felipe, que chegou ao Rio muito cansado após quase 30 horas de võo.
Para o atacante Fábio Júnior, da Roma, a viagem parece ser interminável. O jogador foi da Itália para a Coréia do Sul, depois para o Japão, veio para São Paulo, seguiu para Belo Horizonte e vai ainda para Brasília antes de voltar para a capital italiana. Mas ele não se queixa. "Entre outras coisas, esta convocação serviu para eu visitar minha família pela primeira vez desde que fui para a Roma", comemorou.


