Jogadores ignoram sono para adaptar-se ao fuso
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terça-feira, 29 de agosto de 2000
Agência Folha De Gold Coast e Canberra 
Mesmo extenuados após quase 30 horas de viagem do Brasil a Austrália, os jogadores da seleção não puderam dormir logo que chegaram ao hotel na Austrália e, mais que isso, foram fazer atividade física pouco tempo depois.
A determinação foi do fisiologista Renato Lotufo, e teve o objetivo de fazer com que os atletas já comecem a se adaptar ao fuso horário de 13 horas em relação ao Brasil.
A delegação desembarcou no aeroporto de Brisbane às 10h30 de ontem, horário australiano. Chegou ao hotel 50 minutos depois e em seguida foi almoçar. Alguns jogadores, como Marcos Paulo e Lucas, não resistiram e cochilaram rapidamente. Às 16h, os jogadores fizeram uma corrida leve no gramado do hotel, cercado de campos de golfe.
É melhor sofrer hoje e adiantar a adaptação do que fazê-la aos poucos. E a corrida é para tirar as aderências da musculatura, já que eles ficaram muito tempo parados no avião, justificou Lotufo, que recomendou que o toque de recolher fosse às 22h.
Natação A escolha da ordem em que os nadadores pularão na água no revezamento 4 x 100 m livre ainda divide a equipe brasileira que disputará os Jogos de Sydney. As duas maiores estrelas do País acham que devem começar a prova, vista como uma das grandes chances de medalha.
Na minha opinião, o Xuxa (Fernando Scherer) deve abrir, seguido por mim, pelo Carlos (Jayme) e com o Edvaldo (Valério) fechando. O ideal seria que abríssemos a prova para evitar a marola, disse Gustavo Borges. Scherer concorda. Assino embaixo. Nem a opinião dos dois, porém, convenceu, até aqui, a comissão técnica.
Quem tomará a decisão será o coordenador técnico do Brasil, Ricardo de Moura. No Pan de Winnipeg-99, quando o Brasil foi ouro, Scherer foi o primeiro, e Borges, o último. A tática depende também de Fernando Scherer: contundido no tornozelo direito, ele chegou ontem a Canberra.


