Jogadores fazem greve e Cascavel pode sumir
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segunda-feira, 10 de março de 1997
Paulo Pegoraro Sucursal de Cascavel 
O gerente-geral do Cascavel, Emílio Martini, disse ontem temer que o clube tenha que encerrar as atividades de seu departamento de futebol, por falta de recursos. Martini informou que os jogadores decidiram não treinar e só se reapresentarão quando receberem o que o clube lhes deve. Eles fizeram acordo para receber por partidas, durante toda a fase inicial do Grupo B, e acumulam créditos de R$ 40 mil. Se não for encontrada uma saída, o Cascavel não disputará o torneio da morte, que deve começar dia 23.
Doze jogadores pertencem ao próprio clube, e outros dez são donos do passe ou foram emprestados para a disputa do Grupo B, no qual o Cascavel não conseguiu classificação. As arrecadações foram irrisórias, e não há outra fonte de recursos. O técnico Elói Kruger também está praticamente fora.
O clube está sem presidente desde fevereiro. Alfredo Kaeffer, que vinha colocando dinheiro do bolso há muito tempo, renunciou, e não apareceu substituto. O vice-prefeito Eduardo Marassi e o diretor da TV Tarobá, Jorge Guirado, estão tentando reunir hoje um grupo de empresários, para discutir alternativas para viabilizar um clube para o futuro, uma coisa nova.
ToledoA diretoria do Toledo tinha reunião marcada para a noite de ontem, para avaliar a situação decorrente da renúncia do presidente Humberto Dalla Costa, em desagravo à perda do mando do jogo contra o Coritiba (realizado domingo em Curitiba). A situação é delicada, depois da derrota por 3 x 2 no domingo, porque só um milagre levará à classificação, do Grupo A para a próxima fase do campeonato, e com isso torna-se praticamente inevitável disputar o torneio da morte.


