Jogadores fazem clássico dos apelidos
PUBLICAÇÃO
sábado, 20 de março de 1999
Ed Carlos Rocha e Fernando Tupan Especial para a Folha 
Imagine a surpresa dos torcedores se Atlético e Coritiba entrarem com times desconhecidos no clássico Atletiba de hoje, às 16h15, no Alto da Glória, válido pela Copa Sul Brasileira. No Atlético, os alto-falantes podem anunciar os seguintes atletas: Patolino; Valenti, Cachorrão, Camelo e Quero-Quero; Buldogue, Arrebite, Gabiru e Papai; Severino Chic-Chic e Quequé. Já o Coxa terá jogadores como Johnny Percebe, Bionicão, Ferrugem, Jacaré e Brandamel.
Antônio Clemente pode optar ainda por Imídio; Carmo, Sossai, Caiche e Idorildo; Machado, Carvalho, Souza e De Oliveira; Severino e Clesley. Na relação de reservas: Anzileiro, Prado, Santana, Cruz, Paula, Ramos, Jesus, Aparecido, Fabro e Cegolin.
O zagueiro Sandro, do Coritiba: boca grande valeu apelido de Jacaré no time que tem também Johnny Percebe...Para felicidade geral da nação rubro-negra, são apenas apelidos ou sobrenomes. O goleiro Flávio é o Patolino, que está sempre zoando com os companheiros. O lateral Alberto é Valenti, em alusão ao sobrenome Valentim. Cachorrão é o zagueiro Reginaldo. Gustavo é o Camelo e Luisinho Neto, o Quero-Quero.
No meio-campo, os apelidos são criativos. Clóvis é o Buldogue, em alusão as suas bochechas caídas. O volante Jean é o Arrebite, devido às arrebitadas que dá nos adversários. Adriano é o Gabiru, um roedor veloz do Nordeste. O sergipano Sandoval gosta de chamar os companheiros de pai e, como consequência, virou Papai. No ataque, Lucas é o Severino Chic-Chic, uma brincadeira em cima do sobrenome. Kelly é chamado de Quequé.
Emídio é o segundo nome do goleiro Flávio; Carmo, é o sobrenome do lateral Alberto; Sossi, o de Reginaldo; Caiche, o de Gustavo e Idorildo é o segundo nome de Luisinho Neto. Machado é o último nome de Clóvis; Carvalho, o de Jean; Souza, o de Adriano; Oliveira, o de Sandoval e Severino, o de Lucas. Clesley é o primeiro nome do atacante Kelly.
No Coritiba, o idealizador dos apelidos é Jhonny Percebe, ou melhor, o atacante Cléber. O jogador, que recebeu o apelido por viver cantando músicas sertanejas, a exemplo do cantor da novela Torre de Babel, afirma que os apelidos acabam tornando as pessoas mais próximas. É uma maneira da gente ficar mais íntimo e mais descontraído.
O jogador gosta de dar apelidos, mas não confirma que os atuais jogadores do alviverde foram apelidados por ele. É para eles não ficarem bravos. O fato é que o zagueiro Sandro é conhecido como Jacaré pela boca grande, Brandão por Brandamel por ser, segundo Cléber, queridinho do presidente Jacob Mehl; Fábio Vidal por Ferrugem, devido às sardas no rosto e Reginaldo Araújo, por ter o rosto parecido com o de um cachorro.
Coritiba


