Jogadores esperam libertação de presidente
PUBLICAÇÃO
domingo, 30 de novembro de 2003
Marta Medeiros<br>Equipe da Folha 
Maringá - A situação do Grêmio Maringá só não é mais complicada porque o clube conta com a paciência e a perserverança de 23 jogadores instalados em uma república da cidade a espera do presidente da equipe, Aurélio Almeida, preso desde junho pela Justiça de Santa Catarina. Quase todos os jogadores são de municípios do interior da Bahia e mantêm contrato com o presidente do clube até 2007.
Almeida foi condenado pelo crime de estelionato em um processo da comarca de Chapecó e os advogados esperam pelo alvará de soltura na próxima semana. Se for libertado, o presidente chega em Maringá com uma dívida de pelo menos R$ 350 mil, entre salários atrasados dos jogadores que recebem em média R$ 2 mil e estão há cinco meses sem ver a cor do dinheiro, além de mercado, diaristas, cozinheiras, aluguel da república, água, luz, entre outras despesas.
Os jogadores já passaram por diversas situações constrangedoras, desde mercado que decidiu não mais vender comida, até cozinheiras que abandonaram a república e obrigaram os próprios atletas - com ajuda de pessoas que amam o Grêmio ''incondicionalmente'' - a cozinhar e limpar a casa. Mesmo com paciência e esperança de que com a liberdade, o presidente do clube irá saldar as dívidas, os jogadores se sentem abatidos, e alguns não foram embora, para esperar em casa uma definição sobre o time, por falta de dinheiro da passagem.
A equipe também não tem técnico, mas ainda treina em campos disponíveis na cidade e no distrito de Floriano. Além das dificuldades com o clube, o presidente terá ainda que resolver outras pendengas na cidade, como da Universidade do Futebol. A escola, criada por Aurélio e instalada no Estádio
Willie Davids, deixou a mercê 80 alunos, muitos até de outros estados que precisaram da ajuda das família para poderem ir embora.


