Presidente Prudente - Enquanto Paulo Baier se preparava para bater o pênalti, Marcelo Vilar andava de um lado para outro na área técnica. Só parou para comemorar - e muito - o segundo gol do Palmeiras, na vitória sobre o líder São Paulo por 3 a 1. A inicial ansiedade virou alívio e felicidade.
E o Palmeiras mostrou raça e vontade para superar toda a crise que vinha assombrando o clube, com o pedido de demissão de Tite e o fantasma do rebaixamento. Um resultado justo, que deve colocar o interino Marcelo Vilar no comando do time profissional até o fim do ano. ''É uma alegria muito grande vencer. Quem vive o dia a dia do clube sabe a pressão que tem'', disse Vilar. ''Agora vamos ter mais tranquilidade para trabalhar.''
''50% se deve ao trabalho de Tite e 50% à coragem do professor Marcelo'', disse Marcinho, sobre a boa atuação do time. ''Ele acabou de vir do Palmeiras B e teve ousadia e coragem. Até queria colocar a equipe mais ofensiva, mas falou que ainda não era o momento'', completou.
Para jogadores e integrantes da comissão técnica do São Paulo, a culpa pela derrota por 3 a 1 para o Palmeiras é todinha da arbitragem. O trabalho de Cléber Wellington Abade foi amplamente criticado ''Jogamos contra 12'', protestou o ala Souza. ''E aí fica difícil.''
Foram três os principais motivos da chiadeira tricolor. O primeiro, Nen teria feito falta em Alex Silva no primeiro gol palmeirense. Além disto, os são-paulinos reclamaram da expulsão de Alex Silva, que teria sido ''exagerada''. Por último, Ilsinho não teria cometido pênalti em Marcinho, no lance que gerou o gol da virada alviverde. (Agência Estado)

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