Jogadores e técnico do Iraty são punidos pelo STJD
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quinta-feira, 07 de outubro de 2004
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
O Iraty sofreu uma grande derrota no tapetão. Na sessão de julgamentos de quarta-feira à noite do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o técnico Gilberto Pereira e o meia Fernando Mello foram suspensos por 180 dias pelos tumultos ocorridos na vitória sobre o Novo Hamburgo por 2 a 0, no dia 19 de setembro, no Estádio Emílio Gomes, em Irati, que garantiu a classificação do Azulão para a terceira fase da Série C do Campeonato Brasileiro. De acordo com o árbitro catarinense Luiz Orlando de Souza, que apitou a partida, eles teriam tentado agredi-lo.
Mas as punições não param por aí. O preparador físico José Ordeli e o fisioterapeuta Joílson Amorim pegaram gancho de 150 dias cada um. Outros quatro atletas, também expulsos na mesma partida, receberam punições. O lateral-direito Renaldo e o atacante Giancarlo pegaram um jogo cada, já cumprido. Já o volante Russo e o goleiro reserva Marco Antônio foram punidos com dois jogos de suspenção. Como já cumpriram uma, ficarão de fora do confronto contra o União Barbarense domingo, o primeiro das quartas-de-final.
''É um absurdo. Não fui o causador dessa situação. Nem no campo eu entrei. A pena foi muito rigorosa. Enquanto a arbitragem no Brasil for um 'bico', é isso que dá'', desabafou o treinador, revoltado com a punição recebida. ''Me prejudicaram e prejudicaram o clube. Desmontou meu time inteiro.''
Nervoso, Pereira chegou a levantar a hipótese de haver uma conspiração contra o Azulão. ''Fico desconfiado. O Iraty não tem nome no cenário nacional, então...'', comentou.
O meia-atacante Alexandre, destaque do Londrina na reta final da Série B, deve estrear domingo, contra o União Barabarense, em Irati. Mas o técnico, no entanto, deve colocá-lo apenas no segundo tempo. Nesta partida, o supervisor do clube, Célio Espadotti, o Celinho, deve comandar a equipe no banco de reservas em substituição a Pereira.


