Jogadores do Tubarão doam alimentos e muito carinho
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 19 de setembro de 2006
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
O Londrina marcou uma goleada de solidariedade ontem. Comissão técnica e jogadores visitaram o Hospital do Câncer de Londrina e doaram alimentos, produtos de limpeza e muito carinho.
A iniciativa partiu do técnico Lio Evaristo, que já viu de perto o sofrimento de quem é vítima da doença. ''Estamos fazendo a nossa obrigação. Perdi meu sogro e minha sogra nessa situação. Enquanto eu estiver no comando do Londrina, uma vez por mês vamos vir aqui e fazer a nossa parte. Tudo o que os jogadores passam na vida não é nada perto do que vamos ver aqui'', comentou o treinador.
As visitas às entidades como o Hospital do Câncer já foram incorporadas à carreira do técnico. Nascido em família pobre, Lio passou por muitos percalços até mudar de vida com o futebol e resolveu retribuir. ''Fiz isso pela primeira vez no Atlético-PR e surtiu efeito. Passei então a adotar isso em todos os clubes por onde passei. Sou de família pobre e fui melhorando aos poucos. Temos que repartir'', disse.
Além de entregarem caixas de leite, cestas básicas, papel higiênico, copos descartáveis e bonés, os jogadores visitaram os leitos, passando força aos pacientes. Muitos deixaram o local emocionados, sensibilizados e abalados com o que viram. ''Temos que valorizar muito nossa saúde e sabermos o valor da vida. Vai ser um espelho grande para nossa vida'', comentou o meia e capitão Paulista.
O hospital atende a 250 municípios. São 2,5 mil pessoas em tratamento, sendo 120 crianças. ''Ele não pode fechar. Pra onde vai esse povo? O hospital é da comunidade e em 40 anos pedimos muito pouco. As pessoas se sensibilizam com as visitas. Hoje, o câncer tendo medicamento tem cura, mas é demorado e caro'', explicou a coordenadora do voluntariado, Dilza Dequech. ''Toda a colaboração é muito importante. Todos são atendidos do mesmo modo, seja rico, pobre, negro ou branco''.
Uma camisa do Londrina, autografada por todos os jogadores, foi entregue à cordenadora, que fará uma rifa para arrecadar fundos para a entidade. ''Lutamos pelo medicamento e agora não falta. É primordial, uma demanda muito grande'', contou Dilza.


