São Paulo - O mais difícil eles já conseguiram. Jogadores e comissão técnica do São Paulo tentam não abaixar a cabeça com o desperdício da primeira chance de garantir o título no empate diante do Fluminense (1 a 1), em pleno Morumbi. Apegam-se à arrancada que levou o time do sexto lugar, no início do segundo turno, à liderança da competição a partir da 33 rodada.
O empate contra o Goiás, domingo, necessário para garantir a conquista, é considerado uma ''façanha'' muito mais provável pelos jogadores do que a grande recuperação da equipe na reta final da competição, que inclui uma série invicta de 17 jogos.
''Se pararmos para pensar, alguns meses atrás praticamente ninguém acreditava que estaríamos agora somente a um ponto do título'', lembrou o goleiro Rogério Ceni. ''Continuamos com a vantagem, não temos porque abaixar a cabeça só porque não conquistamos o título na primeira oportunidade que tivemos.''
O capitão são-paulino lamentou mais uma vez não ter conquistado o título por antecipação. ''A possibilidade de título era real com uma vitória sobre o Fluminense'', recordou Rogério. ''Jogamos um pouco abaixo, ele não veio. É claro que eu gostaria de estar praticamente de férias agora. Infelizmente não será possível e vamos continuar trabalhando forte para conquistarmos o título no próximo domingo.''
O técnico Muricy Ramalho contou que o trabalho de motivação para a partida decisiva começou já nos vestiários do Morumbi, logo depois do empate diante dos cariocas. ''Já dei uma sacudida no vestiário'', afirmou o comandante são-paulino. ''É final de temporada, o time está no limite, mas temos que continuar firmes. O trabalho é a única forma de vencer a ansiedade que vai nos acompanhar até o fim do jogo.''
A programação da equipe prevê uma semana semelhante às anteriores: folga no dia seguinte ao jogo, treinos em dois turnos a partir de hoje e viagem para Brasília no sábado.

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