Agência Folha
De São Paulo
Uma das explicações para o fraco desempenho do São Paulo em suas recentes partidas no Morumbi pode estar nas arquibancadas. Os torcedores, que até a 12 ª rodada do Campeonato Brasileiro só haviam presenciado vitórias em casa, ficaram mais exigentes e começaram a perseguir alguns atletas. Dos três últimos jogos no estádio, a equipe perdeu para o surpreendente Gama (2 a 1) e não saiu de um empate com Palmeiras (0 a 0) e Internacional (2 a 2). De 9 pontos disputados, ganhou só dois.
‘‘Cobranças são normais, mas podem atrapalhar o jogador em campo’’, afirmou o goleiro Paulo Sérgio, um dos mais criticados pelos fãs tricolores no confronto com os gaúchos, domingo. A torcida não perdoou algumas falhas do atleta, que havia mais de dois anos não atuava pelo time principal. ‘‘O barulho de fora era tão grande que eu não conseguia me comunicar com os zagueiros’’, contou o atleta.
Os defensores, por sinal, não estiveram bem e viraram alvo da ira de um grupo mais exaltado. Nem, mais uma vez, a exemplo do jogo contra a Portuguesa, foi o mais visado pelo insultos que vinham das arquibancadas. ‘‘Estou tranquilo, pois é sempre o mesmo pessoal querendo tumultuar e chamar a atenção.’’ A intenção do técnico Paulo César Carpegiani é manter Nem na equipe para o próximo jogo, quinta-feira, contra o Atlético-PR, em Curitiba.
Mesmo com a volta de Márcio Santos, que cumpriu suspensão diante do Internacional, o treinador deverá optar pelo esquema 3-5-2, com três zagueiros. Por enquanto, Nem não está na lista dos ‘‘preservados’’, como já acontenceu com o volante Edmílson e o atacante Dodô, hoje no Santos.
Na época, o treinador decidiu tirá-los do time por causa das sucessivas críticas dos torcedores. ‘‘Sou um jogador de personalidade e estou preparado para encarar qualquer situação’’, destacou Edmílson. ‘‘A torcida pode falar o que quiser.

mockup