Jogadores do Santos já pensam no Barça
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Agência Estado 
Toyota, Japão - A vitória por 3 a 1 sobre o Kashiwa Reysol colocou o Santos na final do Mundial de Clubes da Fifa e deixou os jogadores mais aliviados, agora sem o peso e a pressão da partida de estreia na competição. Assim, todos comemoraram a vitória desta quarta-feira em Toyota e já começaram a projetar uma possível decisão contra o Barcelona, que enfrentará o Al-Sadd nesta quinta, em busca de uma vaga na final do torneio.
''Passou a ansiedade de fazer uma bela estreia. Enfrentamos uma equipe com bom toque de bola, esperta. Agora é concentrar para a final'', disse Borges, que marcou o segundo gol do Santos na vitória sobre o Kashiwa Reysol, e exaltou o desempenho do setor ofensivo, que converteu quase todas as oportunidades que teve. ''Esperamos que na final estejamos desse mesmo jeito. Temos que aproveitar as chances que nos darão o título''.
Com a classificação garantida, o Santos já começa a pensar no esperado duelo contra o Barcelona. Os jogadores reconhecem o favoritismo do time espanhol, mas ressaltam que o time terá a chance de se mostrar para o mundo e conseguir uma vitória histórica sobre a principal sensação do futebol. ''Claro que o Barcelona é favorito, o melhor do mundo, um time com investimento alto. Mas é a nossa chance de mostrar o nosso valor e qualidade'', afirmou Borges.
O meia Elano também reconheceu o poderio do Barcelona, mas avisou que não pretende deixar o Mundial derrotado. ''Perder nunca é bom, independentemente do adversário. O Barcelona é melhor, mas acredito muito no meu time'', disse. ''Vamos nos preparar ainda melhor nos próximos dias. É um time com posse de bola e toque refinado. Teremos que atuar em conjunto e agrupados''.
O lateral-direito Danilo minimizou a maior posse de bola do Kashiwa Reysol e avisou que a situação vai se repetir em uma possível final contra o Barcelona. Mas, para ele, o contra-ataque poderá ser a principal arma do Santos. ''Se você for ver, em todos os nossos jogos não temos mais posse de bola. Pode dificultar, mas temos contra-ataque forte e rápido, que deu certo o ano inteiro''.
Já o zagueiro Edu Dracena minimizou as críticas ao sistema defensivo e exaltou o Kashiwa Reysol, mas admitiu que o Santos precisa melhorar para a decisão. ''Não jogamos com qualquer time, eles eliminaram o Monterrey. Eles também tiveram méritos. E tivemos falhas de marcação que precisamos corrigir para não dar tanta chance ao adversário''.
Terremoto
Um tremor de 4,9 graus de magnitude, com duração de cerca de 10 segundos, registrado em dois pontos do Japão, assustou os jogadores do Santos nesta quarta, antes da estreia no Mundial de Clubes contra o Kashiwa Reysol. Um dos pontos estava localizado a 39 quilômetros de Nagoya, onde a equipe está hospedada, por volta das 2 horas (horário de Brasília).


