São Paulo - Apesar de o Palmeiras ter distribuído ontem uma cartilha contendo normas de atendimento à imprensa, os jogadores passaram mais um dia sem falar com os repórteres. Apenas o técnico Jair Picerni e o diretor Fernando Gonçalves apareceram na sala de imprensa da Academia. A explicação dada pelo assessor de imprensa Márcio Trevisan não convenceu. ''Eles (jogadores) pediram mais um dia para se adaptar às novas regras.''
A partir de agora, apenas três jogadores por dia, de uma lista de cinco elaborada pelo clube, concederão entrevistas. Mesmo assim, nenhum falará individualmente. Matérias exclusivas estão proibidas, pelo menos nos limites da Academia. Atletas entregues ao departamento médico não poderão falar. Em dias de jogos, apenas três jogadores atenderão os jornalistas.
O próprio diretor Fernando Gonçalves tem dúvidas em relação à funcionalidade da cartilha, criada a partir da reivindicação de jogadores descontentes com matérias publicadas em jornais: ''Infelizmente, se algum atleta não quiser falar com os jornalistas, não poderei fazer nada. Essa é uma questão muito particular. A cartilha não tem interesse em limitar a ação de ninguém, apenas de organizar o trabalho durante os treinos.'' O goleiro Marcos, por exemplo, não atende os repórteres há quase um mês.
Picerni mostrou que não está por dentro das novas regras. ''Se algum dia vocês quiserem falar com o Marcos e três jogadores já tiverem sido escolhidos anteriormente, não tem problema. Ele virá do mesmo jeito.'' Em seguida, disse que os atletas também serão enquadrados de acordo com uma cartilha de conduta. ''Quem falar o que não deve, vai pagar por isso.''
O técnico também pediu aos jornalistas que fizessem perguntas sobre a partida contra o Mogi Mirim, sábado à tarde, no Parque Antártica, pela Série B do Brasileiro. ''Vamos falar sobre o trabalho de campo. Chega de confusão.''

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