A partida entre Londrina e Operário, vencida pelo time de Ponta Grossa por 2 a 1 no Vitorino Gonçalves Dias (VGD), no domingo (6), pode ter desdobramentos nos tribunais. Os dois clubes estão sujeitos a denúncias por episódios registrados durante e depois da partida.

O Londrina pode ser responsabilizado pelo comportamento de torcedores, que arremessaram copos com líquido e pedriscos em direção aos jogadores das duas equipes. Após o apito final, também foram lançadas pedras e garrafas, enquanto torcedores se penduraram nos alambrados do estádio, causando danos à estrutura.

O Operário, por sua vez, também pode ser denunciado por ocorrências registradas após o jogo. No relatório elaborado pelo delegado da partida, Renato Jacinto Prado, consta que o vestiário utilizado pela equipe visitante foi danificado.

Segundo relatos obtidos pela reportagem, jogadores do Operário teriam defecado dentro do vestiário e espalhado as fezes pelo ambiente. A informação, porém, não consta dessa forma no relatório do delegado. No documento, Renato relata que foi informado sobre os danos pelo supervisor de futebol do Londrina, André Barros, e pelo executivo de futebol do clube, Lucas Magalhães. Os dois o acompanharam até o vestiário para verificar a situação.

No local, o delegado constatou que a parte superior da porta de acesso ao campo estava quebrada e que havia danos em armários e paredes. O Londrina deve adotar medidas para buscar a reparação dos prejuízos causados no espaço utilizado pelo time visitante.

Dirigente do Operário

Outro episódio envolvendo o Operário registrado no relatório diz respeito ao diretor de futebol do clube, Ovande Junior. Segundo o documento, a profissional Suelen Moreira Ferreira de Araújo, escalada para trabalhar no controle de doping da partida, relatou ter sido atingida por um chute quando retornava à sala do doping.

Inicialmente, Suelen não conseguiu identificar quem havia cometido o ato. Posteriormente, o Londrina disponibilizou imagens das câmeras de segurança do estádio, que, segundo o delegado, permitiram identificar o dirigente do Operário como responsável pelo chute.

Torcedores do Londrina

O comportamento da torcida do Londrina também foi relatado pelo delegado e pode resultar em punição ao clube.

Após o segundo gol do Operário, marcado aos 46 minutos do segundo tempo, jogadores foram atingidos por copos com líquido e pedriscos arremessados pelos torcedores que estavam na área de convivência do VGD.

A situação se agravou depois do apito final. Durante o deslocamento dos jogadores aos vestiários, atletas de Londrina e Operário foram alvo de novos arremessos de pedras, garrafas PET e copos, além de xingamentos.

O relatório aponta ainda que torcedores se penduraram no alambrado que separa as arquibancadas do campo, chegando a provocar danos à estrutura. Diante da situação, foi necessário acionar a Polícia Militar para garantir o deslocamento dos jogadores aos vestiários.

Possíveis punições

O relatório cita as regras previstas no Regulamento Geral das Competições (RGC) da CBF e no Manual de Competições CBF 2026 para casos de conduta imprópria de torcedores. A questão também pode ser analisada à luz do Código Disciplinar da Fifa e do artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de desordens e outras ocorrências provocadas por torcedores.

Assim, tanto Londrina quanto Operário podem ser chamados a responder pelos episódios registrados no VGD. A eventual denúncia e as punições dependerão da análise dos órgãos de Justiça Desportiva.

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