Não há um só peladeiro de fim de semana que não saiba que o jogo só termina quando acaba. É uma bola redundante. Bom, a bola é redundantemente redonda. Mas é uma verdade. Antes do juiz pegar la pelota, como diriam os corintianos, e apitar o final da partida tudo pode acontecer. Tudo mesmo. No sábado os jogadores do Londrina aprenderam essa lição tardia para quem é profissional da bola.
O Tubarão vencia por 3 a 0 a equipe do Brasiliense até a metade do segundo tempo. O time do senador cassado Luiz Estevão dominava a partida, mas a maré não mostrava sinal de que iria mudar. Com 3 a 0, sem tirar, o Londrina já estava na fase do cigarro aceso, do beijo na boca, pensando no próximo encontro, em qual motel, que flores iria mandar no dia seguinte...
Faltando 15 minutos, no momento em que o Londrina já estava se preparando para a ducha antes de ir embora, o Brasiliense resolveu estragar a tarde de prazer do Tubarão e de seus torcedores.
Estáticos, os jogadores do Londrina foram convidados a dançar. Com as pernas bambas devido as três sem tirar, erraram os passos, tropeçaram na risca do gramado e, de heróis da virilidade, saíram de campo com a sensação de terem brochado no Estádio do Café.
O Brasiliense fez o que quis. Os três gols saíram, principalmente, de falhas de marcação. O último então, em que pese que o atacante do Brasiliense soltou um chute despretensioso da intermediária surpreendendo o goleiro Marcelo, foi de uma ingenuidade ímpar. A impressão que se tinha era de jogo de pelada quando o zagueiro barrigudo marca o atacante apenas com os olhos, sem conseguir se aproximar muito, por falta de fôlego, para dar o combate mais efetivo.
O resultado foi horroroso, porém, sobra a lição: sim, o jogo só termina quando acaba.
- O Londrina Basquete lotou mais uma vez o Moringão. Quando a partida contra o Universo/Ajax terminou, o público aplaudiu de pé. Não exatamente pela partida de domingo, que não foi das melhores, além de ter faltado um pouco mais de sorte ao time da casa, mas pelo trabalho desenvolvido durante toda a competição. Faltou patrocínio, mas sobrou vontade, sobrou garra.
- O técnico Ênio Vecchi, algumas vezes contestado, mostrou que entende como poucos os caminhos do basquete. Com um time jovem, sem estrelas, conseguiu a melhor colocação do basquete de Londrina em nacionais. No próximo ano, se tiver um pouco mais de recursos financeiros, e menos egos inflados entre dirigentes de garganta afiada e pouca ajuda, o time pode avançar ainda mais.
- Acreditem, a Portuguesa Londrinense venceu sua primeira partida desde (quando mesmo?) faz muito tempo. A vítima foi o União Bandeirante que, com certeza não vai mais esquecer dessa data.

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