Jogadores do Cascavel vendem rifa para receber
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quinta-feira, 10 de abril de 1997
Paulo Pegoraro Sucursal de Cascavel 
Jogadores do Cascavel começam a vender hoje números de rifa de um automóvel. Esta foi a alternativa encontrada para que possam receber pagamentos atrasados, que somam cerca de R$ 45 mil. A rifa, de um Pálio zero quilômetro, que pode render R$ 50 mil, foi decidida em conjunto com o ex-presidente Alfredo Kaeffer, que continua colaborando com os jogadores mesmo tendo renunciado ao cargo há quase três meses, sem que até aqui haja substituto.
Os jogadores ameaçavam não entrar em campo domingo para enfrentar o Toledo no Estádio Olímpico Regional, pelo Torneio Extra. Em jogos anteriores fizeram a mesma ameaça e chegaram a ficar dez dias sem treinar. Na segunda-feira novamente não treinaram, porque o clube não pagou parte dos atrasados.
Emilio Martini, que atua como gerente geral, na falta de presidente, havia anunciado o pagamento em três parcelas, mas o dinheiro prometido por colaboradores não apareceu. O clube não tem fonte de arrecadação. A bilheteria no Estádio Olímpico é irrisória. No último jogo (contra o Batel), sequer foi elaborado borderô: havia apenas 50 pessoas no estádio, que tem 45 mil lugares.
A cidade tem que decidir se quer ou não futebol, limita-se a dizer Emilio Martini. O técnico Elói Kruger teme que o Cascavel acabe abandonando o campeonato. Elói acha que os jogadores estão demonstrando boa vontade além da conta, por trabalharem sem receber.


