O sonho de jogar no exterior e fazer fortuna move muitos garotos que almejam ser jogador de futebol. Mas move também quem já está com anos de estrada e quer ter uma experiência internacional. E é com um grupo que mescla estas duas camadas de atletas que o Clube Atlético Cambé (CAC) embarca para a Hungria no próximo sábado. A equipe fará cinco amistosos por lá para mostrar e, quem sabe, vender jogadores para clubes daquele país. É a segunda vez que a empresa que gerencia o clube, a Pat Sports, faz a excursão. No ano passado, dos 16 jogadores que viajaram, 14 ficaram no Velho Continente.

O meia Vágner tem 20 anos e já vai para sua terceira tentativa de atuar fora do país. Ele passou um período na Coreia do Sul, mas não foi contratado. No ano passado, fez parte do elenco do Cincão que disputou um torneio na Espanha, mas também não chamou a atenção de nenhum olheiro. Agora, em Budapeste, espera ter sorte melhor. ''Da outra vez, um monte de jogador ficou lá. Os caras lá não são bons. Por isso, tem que chegar e destruir em campo, chamar a atenção e ficar uns cinco anos lá'', afirmou o jogador.

O jogador está há cinco meses sem clube e, consequentemente, sem salários. Mesmo assim, não desiste do sonho de ser jogador. ''Tenho que apelar para o meu pai para comprar as minhas coisas. Mas desistir nem pensar. Estou novo ainda e meu pai me apoia. Tem cada cara ruim jogando por aí'', contou. ''Se não der certo desta vez, tenho que voltar, disputar a Terceira Divisão e tentar de novo. Mas tem que dar certo, em nome de Jesus. Preciso ganhar dinheiro'', completou.

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